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terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Algarve ativa fase laranja do Plano de Contigência Sazonal

A Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve ativou a fase laranja do Plano de Contingência Sazonal de Inverno, com a abertura de mais 27 camas de internamento na região, anunciou esta terça-feira a ARS.


Em comunicado, a ARS/Algarve adiantou estar "a diligenciar a abertura de mais 27 camas de internamento na região para fazer face à afluência de doentes", elevando para 49 o número de camas acionadas ao abrigo daquele plano.

De acordo com aquele organismo, face à afluência de doentes no período de inverno, já tinham sido ativadas 22 camas nas unidades hospitalares de Faro e Portimão, a que se somam agora mais 27.

Durante o mês de janeiro está prevista a ampliação e a reconversão de mais 20 camas de Cuidados Continuados Integrados na região do Algarve nas tipologias de convalescença e de média e longa duração.

Segundo a ARS, serão ativadas dez camas em Portimão e dez na freguesia do Azinhal (Castro Marim) que permitirão alargar a capacidade assistencial da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI).

Esta medida, acrescenta o organismo tutelado pelo Ministério da Saúde, visa "reforçar as respostas ao nível de internamento, aliviando desta forma a pressão nos serviços hospitalares algarvios".

Na semana passada, a ARS já tinha anunciado um reforço do atendimento nos três Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) da região para garantir que os serviços de saúde algarvios estão preparados para pico da gripe.

No âmbito do Plano de Contingência Sazonal de Inverno, foi feito um reforço de recursos humanos e alargado o horário de atendimento nos centros de saúde da região, nas consultas de recurso dos centros de saúde de Lagoa, de Monchique, de Portimão, de Silves, de Faro, de Olhão, de São Brás de Alportel, de Tavira e de Alcoutim.

(Fonte CM)

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Morre no Hospital de Portimão depois de cirurgia

Um idoso internado no Hospital de Portimão morreu um dia depois de ter sido sujeito a uma cirurgia e após duas semanas à espera da realização de uma colonoscopia. A denúncia foi feita por deputados do Bloco de Esquerda (BE), que pediram esclarecimentos ao Ministério da Saúde.
Fotografia de Pedro Noel da Luz

O doente, que não foi identificado por questões de privacidade, deu entrada na Urgência do Hospital de Portimão no dia 28 de Dezembro do ano passado, com fortes dores abdominais. Foi triado com a pulseira laranja, por ser considerada uma situação muito urgente, mas recebeu alta no mesmo dia.

A família pressionou os médicos e o utente foi colocado nos cuidados intermédios das Urgências durante dois dias, para ser observado por um gastrenterologista. Acabou por ser "contagiado com uma bactéria resistente".

Segundo o deputado Moisés Ferreira, o homem "esperou duas semanas pela realização de uma colonoscopia, por falta de gastrenterologia nas Urgências", situação confirmada num relatório médico em que é referido que o utente estava "internado na medicina por falta de gastrenterologia no Algarve".

A situação clínica agravou-se e o doente acabou por ser operado de urgência no dia 19 de Janeiro, devido a uma "peritonite química, por perfuração de úlcera duodenal". Morreu no dia seguinte à intervenção cirúrgica.

O Correio da Manhã questionou o Centro Hospitalar do Algarve, que garantiu que o caso "será averiguado se a família do doente apresentar queixa".

FONTE: Correio da Manhã

terça-feira, 21 de abril de 2015

Sociedade de Pneumologia concorda com proibição de cigarros eletrónicos

A Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) considerou esta terça-feira que as pessoas devem ser protegidas dos potenciais riscos para a saúde dos cigarros eletrónicos com nicotina, tendo em conta as dúvidas existentes quanto aos efeitos maléficos dos vapores que libertam.

Em declarações à agência Lusa, Ana Figueiredo, da comissão de tabagismo da SPP, explicou que os dados que se vão acumulando em relação aos malefícios dos cigarros eletrónicos provam que "poderão, eventualmente, fazer mal".

Desta forma, defendeu que, pelo facto de não haver certezas, é necessário "as pessoas serem preservadas desse risco", e daí dever ser aplicada aos cigarros eletrónicos com nicotina a mesma legislação que é aplicada aos cigarros tradicionais.

De acordo com a edição de hoje do Jornal de Notícias, o Ministério da Saúde quer proibir o consumo dos cigarros eletrónicos com nicotina em espaços públicos fechados, ou seja, aplicar a mesma regra dos cigarros normalizados, tendo a proposta chegado já ao Conselho de Ministros, que a irá avaliar "dentro de dias".

"As substâncias podem ser inócuas enquanto analisadas mas, quando são aquecidas, vão sofrendo transformações e aparecendo substâncias que podem ser tóxicas", explicou a responsável, adiantando não haver estudos fiáveis, até ao momento, e sublinhando a necessidade de estudos a longo prazo, como aconteceu com os cigarros normalizados.

Ana Figueiredo lembrou o facto de só após vários anos de estudo se ter chegado à conclusão de que as substancias contidas no fumo do cigarro podiam provocar danos na saúde, salientando ser necessário fazer o mesmo com os cigarros eletrónicos.

Os peritos da OMS aconselham também que seja proibida a utilização destes cigarros em espaços públicos fechados, de acordo com um documento hoje publicado pela OMS.

A OMS alega que as provas existentes mostram que os cigarros eletrónicos "não são apenas vapor de água", como argumentam frequentemente os fabricantes.