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terça-feira, 3 de abril de 2018

Nova ETAR de Portimão é inaugurada hoje para servir 140 mil habitantes

A nova Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) da Companheira, em Portimão, um investimento de 13,8 milhões de euros dimensionado para servir 140 mil habitantes, vai ser inaugurada esta terça-feira pelo ministro do Ambiente.


A nova ETAR, com capacidade para tratar um caudal médio de cerca de 32 mil metros cúbicos por dia, "garante, de acordo com os mais elevados padrões de qualidade e fiabilidade e num quadro de sustentabilidade económica, social e ambiental, o abastecimento de água para consumo humano e o tratamento de águas residuais", informou a Câmara de Portimão em comunicado.

A construção da ETAR da Companheira, gerida pela empresa intermunicipal Águas do Algarve, ascendeu a 13,8 milhões, cofinanciada em cerca de 9,5 milhões pelo Fundo de Coesão, através do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (PO SEUR).

A estação compreende duas linhas de tratamento convencional, constituídas por pré-tratamento completo, homogeneização e equalização de caudais, seguidos de elevação intermédia, tratamento biológico em regime de arejamento prolongado, decantação e desinfeção.

A infraestrutura integrada no Sistema Multimunicipal de Saneamento do Algarve "permite melhorar a qualidade da água na ribeira de Boina e consequentemente do estuário do rio Arade", sublinhou a autarquia.

O concurso público internacional para a conceção e construção da ETAR da Companheira foi lançado em 2014.

A nova estrutura permitirá desativar a atual, cuja linha processual de tratamento consiste num sistema por lagunagem, que inclui tratamento preliminar (gradagem e remoção de areias) e duas linhas de lagoas em paralelo, seguida de uma única lagoa de maturação comum às duas linhas.

A desativação da estação de tratamento existente é justificada pela necessidade de "cumprir os requisitos de qualidade" estabelecido pela Associação Portuguesa do Ambiente e também pela necessidade de "minimizar ou praticamente erradicar os maus cheiros que se fazem sentir nas imediações da instalação".

A ETAR atual serve as povoações de Alvor, Mexilhoeira Grande e Portimão (concelho de Portimão), Ferragudo e Parchal (concelho de Lagoa), e Brejão e Caldas de Monchique (concelho de Monchique).

Com a nova estação de tratamento ficarão também servidas as zonas de Estombar, Calvário e Mexilhoeira da Carregação (concelho de Lagoa) e Monchique (sede de concelho).

Para a zona da antiga ETAR, uma área com cerca de seis hectares junto ao rio Arade, está projetado um parque ambiental urbano, plano conjunto da empresa Águas do Algarve e da Câmara de Portimão.

Segundo a Águas do Algarve, a nova ETAR deverá considerar um horizonte temporal de 21 anos.

A inauguração oficial da ETAR da Companheira está agendada para as 16:00, numa cerimónia presidida pelo ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, que se fará acompanhar pelo secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins.

(Fonte Lusa)

quarta-feira, 21 de março de 2018

Portimão já está em contagem decrescente para a Hora do Planeta

É já no próximo dia 24 de março que Portimão volta a aderir à «Hora do Planeta» e a juntar-se a centenas de cidades do País e ao resto do mundo, num alerta para a problemática das alterações climáticas e proteção do nosso meio ambiente.


Entre as 20h30 e as 21h30, num gesto simbólico serão desligadas as luzes exteriores de alguns edifícios municipais e locais públicos- Paços do Concelho; Museu de Portimão; Mercado da Av.ª S. João de Deus; TEMPO- Teatro Municipal de Portimão, Biblioteca Municipal Manuel Teixeira Gomes e Pavilhão Gimnodesportivo.

O repto será também lançado a todos os munícipes para que, durante estes 60 minutos, desliguem também as luzes da sua casa ou empresa num ato simbólico de preocupação ambiental.

Como compromisso “ Para além da Hora e Eu faço se tu fizeres”, o Município investiu muito recentemente cerca de 120 mil euros que irão permitir que se substitua as cerca de 263 luminárias de vapor de sódio localizadas na avenida Lourenço da Barrosa (V6)  e na Av. Das Comunidades Lusíadas (V3) por equivalentes em LED.

Um investimento que se pagará em quatro anos, pois para além dos melhoramentos significativos na qualidade da iluminação pública, estas novas luminárias vão permitir poupar, ao ano, cerca de 30 mil euros, na fatura energética do município.

Salienta-se ainda que esta tecnologia irá diminuir os custos de manutenção e assegurar uma longa vida útil das luminárias, e, não menos importante, reduzir as emissões de CO2, em cerca de 114,46 Ton/ ano, minimizando ainda os desperdícios de luz.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Doze milhões para reforçar areia de praias algarvias

Mais de 12 milhões de euros vão ser gastos, até ao final do ano de 2020, no reforço dos areais das praias de Alvor Nascente e Vau (Portimão), Vale do Olival (Lagoa), Armação de Pera (Silves), Oura (Albufeira) e do troço entre Forte Novo e Garrão (Loulé). O investimento consta do Plano de Ação Litoral XXI, elaborado pelo Ministério do Ambiente.


Metade do valor total - seis milhões de euros - é destinado a obras de alimentação artificial do troço entre Forte Novo e Garrão, visando reduzir o risco associado às arribas. O investimento será suportado pela Agência Portuguesa do Ambiente, Câmara de Loulé e privados. A conclusão da empreitada está prevista para 2020.

Mais avançado está o processo relativo ao reforço do areal e do cordão dunar da frente de mar de Alvor Nascente, com a extensão de um quilómetro. O concurso público da obra foi lançado no passado dia 28 de dezembro, prevendo o investimento de 1,85 milhões de euros. Será usada areia dragada da barra e ria de Alvor.

Ainda em Portimão, o alargamento da praia do Vau, com areias provenientes da praia da Rocha, vai custar um milhão de euros. O prazo do fim da empreitada é 2019.

No que se refere às praias do Vale do Olival e Armação de Pera, a alimentação artificial visa minimizar o risco das arribas, tendo um custo estimado em dois milhões de euros. A obra deve estar concretizada no prazo de cerca de dois anos.

Em Albufeira, serão investidos cerca de 1,5 milhões de euros no enchimento da praia da Oura. Está programada a conclusão da empreitada em 2020.

(Fonte CM)

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Emarp quer gaivotas fora de Portimão

A Empresa Municipal de Águas e Resíduos de Portimão (EMARP) fez um pedido à população para que não alimente as gaivotas, de forma a combater a proliferação destas aves marinhas na cidade.


"A presença de gaivotas nalgumas áreas da malha urbana está a revelar-se um incómodo", revelou a empresa municipal.

"A redução da disponibilidade alimentar irá contribuir para que o número de gaivotas na cidade diminua, indo estas procurar alimento fora dos núcleos urbanos", refere a EMARP, na publicação ‘Notícias do Ambiente’, que é enviada todos os meses, em conjunto com a fatura da água, para a casa dos consumidores portimonenses.

Além de pedir que as gaivotas não sejam alimentadas, a EMARP aconselha as pessoas a acondicionarem "corretamente o seu lixo", colocando-o "no contentor ou ilha ecológica". Isto porque esta ave tem uma "dieta alimentar bastante variada", que vai desde o "peixe até qualquer outro tipo de alimento, incluindo resíduos sólidos urbanos".

Segundo a empresa municipal, a proliferação destas aves está a causar "prejuízos" e "incómodos", dando como exemplo o "entupimento de algerozes com ninhos, penas e dejetos, bem como restos de comida que as gaivotas transportam para o topo dos edifícios", o que pode provocar "pequenas inundações e infiltrações em tectos e paredes das habitações".

Além disso, as gaivotas provocam "sujidade" e a "degradação da pintura das viaturas e do património construído com as suas fezes ácidas", explica a EMARP. E acrescenta que as aves podem manifestar "agressividade sobre as pessoas que se deslocam ao topo dos edifícios, terraços e mesmo varandas (mais frequente durante a época de nidificação)".

(Fonte CM)
(Fotos de Pedro Noel da Luz)

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Câmara de Portimão adota medidas para poupar água

A Câmara de Portimão já está a implementar, no terreno, um conjunto de medidas com vista à poupança de água. "O objetivo é reduzir substancialmente o consumo público e doméstico deste importante recurso", segundo fonte da autarquia, segundo a qual "uma das primeiras medidas foi a suspensão da lavagem de ruas". Só com esta medida, conseguiu-se "uma poupança de cerca de 100 metros cúbicos por dia".

Outra medida adotada pela autarquia prende-se com o fecho das fontes e dos lagos ornamentais que não funcionem em circuito fechado. E "serão ainda restringidas ao mínimo as regas dos espaços verdes e os desperdícios associados", referiu a mesma fonte.

Além destas decisões, através da empresa municipal EMARP, "está também prevista uma campanha de sensibilização para a poupança de água no ‘Notícias do Ambiente’, uma folha mensal que é enviada junto com a fatura de serviços ambientais de água de abastecimento, águas residuais e resíduos urbanos a todos os cerca de 50 mil clientes", adiantou.

Tendo por base a experiência vivida no último ciclo de seca grave, ocorrida no ano de 2005, com a sensibilização, a autarquia portimonense "estima que a poupança no concelho rondará os 10% (cerca 500 mil metros cúbicos), em termos globais, e os 15% nos consumos específicos das regas de particulares (35 mil metros cúbicos)".

A Câmara de Portimão gasta cerca de 160 mil metros cúbicos de água por ano. Com as medidas já tomadas e ainda em curso, o objetivo é "garantir uma poupança de cerca de 50%", no consumo da autarquia.

(fonte CM)

segunda-feira, 20 de março de 2017

1,5 milhões de sacos para dejectos de cães em Portimão

Um milhão e meio de sacos de plástico, destinados à recolha de dejectos caninos, são disponibilizados todos os anos, de forma gratuita, em Portimão. A medida implementada pela Empresa Municipal de Águas e Resíduos (EMARP) tem como objectivo manter limpos as ruas e os passeios do concelho. 

Os sacos encontram-se colocados em 251 dispensadores instalados em toda a área do município, de forma a que estejam facilmente acessíveis a quem passeia o seu cão. A empresa diz que procura manter sempre os dispensadores abastecidos, mas estes por vezes ficam vazios porque existem pessoas que retiram os sacos para fins diferentes daqueles a que se destinam. 

A EMARP decidiu avançar com a distribuição de sacos para dejectos caninos há cerca de cinco anos, gastando anualmente uma verba que ronda os 30 mil euros. 

"Apesar de as pessoas se encontrarem cada vez mais consciencializadas para esta questão, a verdade é que ainda há muito que pode ser melhorado", afirma João Rosa, administrador da empresa municipal. 

Em Portimão, existe um regulamento que prevê a aplicação de multas pesadas aos donos que não façam a recolha dos dejectos dos seus animais das vias públicas e a sua posterior deposição em contentores de lixo e papeleiras. As multas vão de 250 euros a 5300 euros. 

Apesar da possibilidade de multas, a empresa municipal não tem vindo a aplicá-las. "Temos optado por acções de sensibilização em vez da repressão", salienta o administrador da EMARP.

(Fonte: cmjornal.pt)

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Quer comprar um carro elétrico? O Estado ajuda

Apoio do Estado está reservado aos primeiros mil carros eléctricos e apenas é atribuído mediante apresentação de comprovativo.


Desde há vários anos que existem ajudas do Estado para a compra de um carro eléctrico. Se antes tinha de entregar um veículo para abate para obter este ‘cheque’, as regras mudaram desde 1 de Janeiro. Basta apresentar um comprovativo em como comprou este tipo de automóvel para conseguir o subsídio de 2250 euros, atribuído pelo Fundo Ambiental. 

“A medida consta da versão final do Orçamento de Estado (OE) de 2017 e estará disponível para as aquisições de veículos 100% eléctricos realizadas a partir do dia 1 de Janeiro de 2017”, recorda o Ministério do Ambiente. O artigo 181.º do OE refere que “no âmbito das medidas tendentes à redução de emissões de gases com efeito estufa, é criado um incentivo à introdução no consumo de veículos de baixas emissões, financiado pelo Fundo Ambiental”.

O apoio do Fundo Ambiental estará limitado aos primeiros mil carros eléctricos comprados. O orçamento deste fundo para esta medida é de 2,25 milhões de euros. Só que o pedido do ‘cheque eléctrico’ não será possível logo a partir dos primeiros dias de 2017, acrescenta o gabinete de João Matos Fernandes. 

“As regras gerais e o formulário de requisição do respectivo incentivo estarão disponíveis em breve no site da Secretaria Geral do Ministério do Ambiente e no futuro site do Fundo Ambiental.” Até lá, os proprietários devem guardar o documento comprovativo de compra. 

Inicialmente, o OE 2017 era omisso em relação ao apoio à compra de carros eléctricos. Mas o gabinete de João Matos Fernandes anunciou, no final de Outubro, a introdução deste apoio directo. 

O Fundo Ambiental reúne as receitas dos Fundos de Intervenção Ambiental, do Fundo da Protecção dos Recursos Hídricos, do Fundo da Carbono e do Fundo para Conservação da Natureza e da Biodiversidade.

(Fonte: dinheirovivo.pt)

 

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Cargueiro vai chocar contra um Petroleiro o largo de Portimão

Um cargueiro de grande tonelagem vai chocar contra um petroleiro ao largo de Portimão. Do acidente resulta um enorme derrame de petróleo que chegará de imediato à praia, poluindo toda a costa e levando ao arrojo de animais. A catástrofe está marcada para quinta-feira, 20 de Outubro. Desta vez é apenas um simulacro, mas em boa verdade, Portimão devido à sua posição geográfica não está livre de um dia ver acontecer um cenário real, em tudo semelhante ao que se vai simular.

Foi por ser uma cidade que limita com o mar e com um rio, estuário incluído, com diversos meios e infraestruturas marítimas, que Portimão foi escolhido para ser o ponto de partida do exercício, a coordenar pela Autoridade Marítima.

«Serão simulados dois incidentes. Um será em offshore, a cerca de três milhas de terra», e envolverá dois navios – um petroleiro e um cargueiro», adiantou ao «barlavento» Rui Santos Pereira, capitão de porto da Capitania de Portimão. Numa história fictícia, as duas embarcações de grandes dimensões chocam dando origem a um foco de poluição marítima com crude. No mesmo dia, haverá ainda um incidente na zona do porto, desta vez, envolvendo uma embarcação de pesca.

O ensaio terá contornos de desastre ambiental, pois «vai haver também poluição na praia com arrojo de animais», sendo usado um material específico para este tipo de manobras. Em iniciativas semelhantes já foram utilizadas pipocas enquanto agente contaminador, mas ainda não foi determinado qual o produto a usar em Portimão.

A ideia é «preparar [as entidades] para uma possível eventualidade. Estamos a falar numa região que seria gravemente afectada por um incidente deste tipo», justificou Rui Santos Pereira.

Por essa razão, serão chamados a participar, diversos organismos públicos e privados nacionais e espanhóis, mas também locais.

A Autoridade Marítima, que coordena toda a acção, a Protecção Civil, a administração portuária (Administração dos Portos de Sines e Algarve), o Zoomarine, a Universidade do Algarve ultimam pormenores para o simulacro.

A Marina de Portimão será outra das envolvidas, pois terá que ser interditada para evitar o risco de contaminação.

A Força Aérea Portuguesa (FAP) participa com um avião, a Agência Europeia de Segurança Marítima (EMSA) opera os dois navios de grande porte, e a Sociedad de Salvamento y Seguridad Marítima (SASEMAR), equivalente ao serviço de poluição marítima portuguesa, também estará presente.

O exercício foi marcado para Outubro, por ser já numa altura em que a zona turística é menos frequentada. «O simulacro é anual e todos os anos é feito um exercício desta envergadura, em sítios diferentes do país. Este ano, o Algarve foi o escolhido».

O simulacro será antecedido por um seminário, aberto ao público, com oradores portugueses e internacionais, numa forma de colocar a debater os problemas ambientais, a actuação das entidades e as consequências de um cenário, como este, se tornar real. Segundo o capitão de porto, a sessão pretende «preparar a experiência do dia seguinte». A iniciativa terá lugar na véspera, a 19 de Outubro, no Teatro Municipal de Portimão.

(IN JORNAL BARLAVENTO)

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Época crítica em incêndios começa hoje

A época mais crítica em incêndios florestais começa hoje, com um total de 9.708 operacionais, 2.235 equipas, 2.043 viaturas e 47 meios aéreos, um dispositivo idêntico ao de 2015.

O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF) conta ainda na fase 'Charlie', que se prolonga até 30 de Setembro, com 236 postos de vigia da responsabilidade da GNR.

Segundo o Ministério da Administração Interna (MAI), o dispositivo de combates a incêndios florestais está orçado em mais de 70 milhões de euros, sendo idêntico em recursos humanos e técnicos ao do ano passado.

Este ano vai ser testado em 18 corporações de bombeiros, uma por distrito, o sistema de georreferenciação nas viaturas operacionais com recurso à rede Siresp (Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal), permitindo conhecer todas as suas movimentações durante o combate aos fogos.

Tanto para o MAI, como para a Autoridade Nacional de Protecção Civil, o grande objectivo do DECIF continua a ser a segurança das forças envolvidas no combate.

Nesse sentido, e no âmbito da preparação da época de fogos, foram desenvolvidas 304 acções de treino, envolvendo 7.100 operacionais, dos quais cerca de 5.400 foram bombeiros, segundo o MAI.

Nestas acções de treino, foi dada especial atenção "à segurança individual e colectiva no combate a incêndios florestais, tendo por objectivo a minimização de vítimas".

A circular financeira, documento que fixa os princípios norteadores do pagamento das despesas com pessoal integrado no DECIF e das despesas extraordinárias com os fogos, como combustíveis, alimentação e equipamentos, tem, este ano, como novidade as regras para a substituição do material que arde nos incêndios.

Segundo a circular financeira deste ano, o equipamento dos bombeiros, que arde durante os incêndios florestais, como mangueiras, viaturas, moto-bombas, motosserras, vai ter de ser entregue à Autoridade Nacional de Protecção Civil, para que as corporações possam ser ressarcidas dos danos.

Tal como aconteceu no ano passado, não fazem parte dos 47 meios aéreos disponíveis, para época de fogos, os três helicópteros Kamov do Estado inoperacionais, que esperam reparação.

Na semana passada, o secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, afirmou, no parlamento, que os três helicópteros pesados "ainda não começaram a ser reparados" e também não foi decidida a forma como o concurso para a reparação se vai realizar.

Jorge Gomes disse ainda que a manutenção e operação dos helicópteros Kamov estão a ser investigadas pelo Ministério Público.

A época mais crítica em incêndios florestais começa com o valor mais baixo dos últimos dez anos no número de fogos, tendo-se verificado, entre 01 de Janeiro e 29 de Julho, 1.828 ocorrências.

Por Lusa

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Escola Secundária Poeta António Aleixo de Portimão vence a 4ª Edição do concurso escolar “Vamos dar Vida aos Resíduos”

A 4ª Edição do concurso escolar “Vamos dar Vida aos Resíduos”, ano lectivo de 2015/2016, promovido pela ALGAR, S.A., empresa responsável pela valorização e tratamento de resíduos sólidos urbanos no Algarve, chegou ao fim e já tem Vencedor, a Escola Secundária Poeta António Aleixo de Portimão.

O concurso contou com a adesão de 45 escolas abrangendo uma população de 24.100 alunos.

“Os resultados obtidos foram fantásticos, após 5 meses de intensivos trabalhos, contabilizaram-se 137 078kg de resíduos recicláveis correctamente separados e encaminhados para valorização via reciclagem,” informa a ALGAR.

Comparativamente com a 3ª edição deste concurso, a ALGAR verificou “um aumento global nas quantidades recolhidas nas escolas participantes na ordem dos 39%, o que corresponde a mais 38 276 Kg.”

A iniciativa que voltou a contar com o apoio da Sociedade Ponto Verde (SPV) teve como destinatários os alunos, do primeiro ciclo ao secundário, de todas as escolas da região do Algarve.

Através do desenvolvimento de um conjunto de actividades, a comunidade escolar criou planos para a gestão dos resíduos melhorando o seu processo de separação/deposição selectiva. Surgiram equipas “Brigadas da Reciclagem”, cuja missão foi verificar se o destino final dos resíduos da escola era o adequado à sua valorização/ tratamento.

Também as áreas residenciais circundantes às escolas participantes foram envolvidas neste processo, as iniciativas incluíram a sensibilização dos moradores para que encaminhassem para a ALGAR os resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos (REEE) e que utilizassem correctamente os ecopontos, local de deposição das embalagens de resíduos recicláveis.

Como incentivo à execução dos Planos de Gestão dos Resíduos que as escolas implementaram, a ALGAR e a SPV disponibilizaram formação e equipamentos para a deposição selectiva dos recicláveis, como Ecobags (para embalagens de papel/cartão, vidro e plástico/metal), contentores para os REEE e Pilhões para as pilhas e acumuladores.

“As Directivas europeias e as orientações nacionais exigem uma atitude cívica mais responsável e fazem apelo especial às novas gerações. A recuperação e valorização dos resíduos é uma obrigação de todos nós”, salienta José Pinto Rodrigues, Diretor Geral da ALGAR.

A Escola Secundária Poeta António Aleixo de Portimão que apresentou o melhor resultado no “Ranking de Resíduos Recicláveis Recolhidos” com um total de 11000 kg de resíduos, no dia 15 de Junho, como reconhecimento pelo mérito alcançado, recebeu um computador última geração. Além disso a ALGAR ainda sorteou um Tablet entre os alunos que fizeram parte da equipa “Brigada da Reciclagem”, mentores das várias campanhas de sensibilização realizadas dentro e fora da escola.

Todos os participantes, para que não se esqueçam que o seu papel é fundamental e para que continuem o bom trabalho desenvolvido ao longo de todo o ano lectivo, receberam Ecobags.

A ALGAR pretende continuar a promover este género de iniciativas, pelo que se prevê que exista uma 5ª Edição do concurso no ano lectivo 2016/2017, certamente com mais novidades.

O objectivo será continuar a passar a mensagem de que as boas práticas ambientais desenvolvidas poderão trazer inúmeros benefícios no que respeita à qualidade de vida, não só do espaço escolar mas também de toda a comunidade e contribuir para a formação pessoal destes futuros cidadãos.

sexta-feira, 25 de março de 2016

Arranque de obra para acabar com maus cheiros em Portimão

O secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, lança a primeira pedra da nova Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) da Companheira, em Portimão.

O novo equipamento, que representa um investimento superior a 10 milhões de euros, pretende acabar de vez com os maus cheiros que afectam a cidade e permitirá melhorar a qualidade da água do rio Arade.

Prometida há muitos anos, a construção da nova ETAR permitirá desactivar a actual, que funciona através de um sistema de lagoas a céu aberto, gerando constantes maus cheiros que são sentidos à entrada da cidade junto ao rio Arade.

"A actual ETAR é uma espécie de cartão de visita negativo da cidade. Houve mesmo empresários que me disseram que não conseguiam vender os imóveis por causa desse problema", lamenta Isilda Gomes, presidente da Câmara de Portimão, que se mostra satisfeita com a construção de uma "ETAR moderna e já do século XXI".

A obra é da responsabilidade da Águas do Algarve, empresa que foi liderada, até Novembro do ano passado, pelo próprio secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, que agora lançará a primeira pedra da obra. A ETAR existente serve o concelho de Portimão, parte do de Lagoa e de Monchique. Com a nova estação passarão a ser servidas mais zonas dos dois últimos municípios.

O actual equipamento ocupa uma área de cerca de 23 hectares, mas o novo será construído em apenas quatro hectares. O terreno que fica livre, propriedade da câmara, ainda não tem uma finalidade definida.

Segundo está previsto, a estação que vai começar agora a ser construída deverá entrar em funcionamento dentro de aproximadamente dois anos e está projectada para funcionar durante mais de duas décadas.

FONTE: CM

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

SEPNA de Portimão apreende 84 passarinhos em gaiola

O Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente da Guarda Nacional Republicana (SEPNA) de Portimão apreendeu 84 passeriformes de 24 espécies diferentes da nossa fauna selvagem.

Os animais encontravam-se numa gaiola em situação de cativeiro ilegal.

Os animais foram encaminhados para o Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens (RIAS) onde se avaliou a sua condição física, que já procedeu a sua devolução à natureza.

Assim foram devolvidos à natureza mais de sete dezenas de passeriformes das seguintes espécies:

- Chapim-rabilongo (Aegithalos caudatus)
- Calhandrinha-comum (Calandrella brachydactyla)
- Pintarroxo-comum (Carduelis cannabina)
- Pintassilgo (Carduelis carduelis)
- Lugre (Carduelis spinus)
- Verdilhão (Chloris chloris)
- Bico-grossudo (Coccothraustes coccothraustes)
- Chapim-real (Parus major)
- Chapim-azul (Cyanistes caeruleus)
- Trigueirão (Emberiza calandra)
- Escrevedeira-dos-caniços (Emberiza schoeniclus)
- Tentilhão-comum (Fringilla coelebs)
- Tentilhão-montês (Fringilla montifringilla)
- Cotovia-de-poupa (Galerida cristata)
- Cotovia-montesina (Galerida theklae)
- Alvéola-branca (Motacilla alba alba)
- Alvéola-amarela (Motacilla flava)
- Ferreirinha-comum (Prunella modularis)
- Chamariz ou milheirinha (Serinus serinus)
- Trepadeira-azul (Sitta europaea)
- Toutinegra-de-barrete-preto (Sylvia atricapilla)
- Toutinegra-de-cabeça-preta (Sylvia melanocephala)
- Toutinegra-das-figueiras (Sylvia borin)
- Tordo-comum (Turdus philomelos)

A captura de aves, ou qualquer animal da nossa fauna, para manter em cativeiro ou para alimentação é proibida!

Se tiver conhecimento de alguma situação denuncie ao SEPNA (GNR) mais próximo ou à Linha SOS Ambiente e Território (808 200 520).

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Nova ETAR de Portimão em consulta pública

O estudo de impacte ambiental da nova estação de tratamento de águas residuais (ETAR) da Companheira, em Portimão, está em consulta pública até ao dia 11 de Setembro, anunciou a Agência Portuguesa do Ambiente.

A obra de construção da ETAR da Companheira, da responsabilidade da empresa intermunicipal Águas do Algarve, está sujeita, devido à sua natureza, dimensão e localização, ao procedimento de avaliação de impacte ambiental, prévio ao licenciamento.

O documento pode ser consultado até ao dia 11 de Setembro, na Agência Portuguesa do Ambiente, Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, Câmara Municipal de Portimão e no portal www.participa.pt. As opiniões e reclamações dos interessados devem ser dirigidas, por escrito, ao presidente da Agência Portuguesa do Ambiente até ao último dia da consulta pública.

O concurso público internacional para a concepção e construção da ETAR da Companheira foi lançado em 2014, com um preço base de 12 milhões de euros, prevendo-se que a estação de tratamento comece a funcionar no próximo ano. A ETAR actual serve as povoações de Alvor, Mexilhoeira Grande e Portimão (concelho de Portimão), Ferragudo e Parchal (concelho de Lagoa), Brejão e Caldas de Monchique (concelho de Monchique).

Com a nova estação de tratamento ficarão também servidas a freguesia de Estômbar, (lugares de Estômbar, Calvário e Mexilhoeira da Carregação, no concelho de Lagoa) e Monchique (sede de Concelho).

Segundo a Águas do Algarve, a construção da nova ETAR permitirá desactivar a atual, cuja linha processual de tratamento consiste num sistema por lagunagem, que inclui tratamento preliminar (gradagem e remoção de areias) e duas linhas de lagoas em paralelo, seguida de uma única lagoa de maturação comum às duas linhas.

A desactivação da ETAR existente é justificada pela necessidade de “cumprir os requisitos de qualidade” estabelecidos pela Associação Portuguesa do Ambiente e, também, pela necessidade de “minimizar ou praticamente erradicar os maus cheiros que se fazem sentir nas imediações da instalação”.

A atual estação de tratamento de águas residuais, localizada a nordeste da cidade de Portimão, ocupa uma área de cerca de 23 hectares, tendo a autarquia disponibilizado cerca de quatro hectares para a nova construção. Segundo a Águas do Algarve, a nova ETAR deverá considerar um horizonte temporal de 21 anos.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Portimão comemora Dia do Ambiente com projeto de ação educativa «À Descoberta das Dunas de Alvor»

O projeto “À descoberta das Dunas” agendado para amanhã, Dia Mundial do Ambiente consistirá numa saída de campo dos alunos do 4º ano da EB1 do Chão das Donas ao sistema dunar e praia de Alvor onde serão observados in loco as principais espécies de plantas presentes. No final será dinamizado um jogo que permitirá aos alunos compreender a importância dum sistema dunar bem preservado. Em Portimão existem dunas em Alvor que, em conjunto com as dunas da Meia-Praia, protegem o mais importante estuário do Barlavento Algarvio – a Ria de Alvor.
 
O projeto de educação ambiental do município tem um papel fulcral na divulgação do património natural presente em Portimão e também na sensibilização para a importância da valorização e preservação dos recursos naturais e qualidade do meio ambiente de Portimão e região. As ações no terreno tendem a promover o espírito científico e o contacto com a natureza dos alunos, estimular a sua criatividade e promover a discussão de soluções para os atuais desafios ambientais.
 
Estas atividades consistem em saídas de campo ao litoral durante o período de baixa-mar para se explorar a diversidade biológica entre marés de uma plataforma rochosa, em saídas de campo ao sistema dunar e praia de Alvor e em visitas de estudo a um troço de uma ribeira com recolha e identificação de macroinvertebrados e em saídas  através de percursos naturais de exploração do meio durante os quais serão usados os diferentes sentidos (visão, tato, cheiro). Os alunos têm ainda a oportunidade de confecionar alimentos cozidos nos fornos solares e assistir ao filme “Há vida na ria”.
 
O projeto de Ação Educativa deste ano letivo foi pautado por um conjunto de ações no terreno e abrangeu cerca de 1216 alunos de vários agrupamentos escolares do município:
“à descoberta de…cores e formas da natureza” que abrangeu duas turmas do 2º ano com cerca de 50 alunos, “à descoberta do fundo do mar com 18 turmas (432 alunos de Jardins de Infância, EB1 (2º ano) e EB23 (8º ano), “à descoberta de……dunas com 12 turmas (288 alunos do 3º ano), “à descoberta de……aves com 9 turmas (216 alunos do 3º e 4º ano), “à descoberta de……ria com 15 turmas (345 alunos) do Jardins de Infância e EB1, atividade esta realizada em colaboração com a Oficina Educativa do Museu de Portimão e ainda “à descoberta de energias renováveis com 3 turmas com 75 alunos de jardins de infância do concelho de Portimão.
 
As escolas de Portimão abrangidas pelo projeto de ação educativa 2014/2015 foram Jardim de Infância das Vendas, EB1 das Vendas, Jardim de Infância Coca Maravilhas, EB1 Coca Maravilhas, Jardim de Infância da Pedra Mourinha (novo e velho), EB1 Pedra Mourinha, EB1 Chão das Donas, EB1 Major David Neto, Jardim de Infância Pontal, EB1 Figueira, EB1 Mexilhoeira Grande, EB1 Alvor, EB1 Montes de Alvor, EB23 Bemposta, EB23 Alvor, EB23 D. Martinho Castelo Branco, EB23 Eng. Nuno Mergulhão e EB23 Júdice Fialho.
 
Todos os anos, a autarquia de Portimão assinala as Comemorações do Dia Mundial do Ambiente com várias atividades cujo intuito é chamar a atenção, principalmente dos mais novos, para as questões ambientais.

domingo, 31 de maio de 2015

Portugal consome 13 sardinhas por segundo em Junho

A sardinha bem pode estar a desaparecer, mas ainda assim Portugal consome 13 delas por segundo em Junho, mês das festas dos santos populares. Esta é média dos últimos três anos, quando a pesca do peixe mais emblemático da costa portuguesa atingiu mínimos históricos.

Em 2012 e 2013, foram vendidas cerca de 2500 toneladas de sardinhas descarregadas nos portos nacionais em Junho, de acordo com dados da Docapesca, a empresa estatal que gere as lotas. Em 2014, o número caiu para 1952 toneladas.

Traduzidos em peixes, estes valores representam em média 35 milhões de sardinhas no mês dos santos, segundo cálculos do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), com base em amostras recolhidas nos portos.

É mais de um milhão de sardinhas por dia, 48 mil por hora ou 805 por minuto. Na prática, é como se em cada segundo fossem servidas duas doses de seis unidades, acrescidas de uma sardinha de brinde.

Podem parecer números astronómicos, mas na verdade nunca foram tão baixos. Em 2014, a pesca da sardinha atingiu o seu ponto mais fraco dos últimos 75 anos. Ao longo de todo o ano, os pescadores portugueses e espanhóis capturaram nas águas atlânticas da Península Ibérica apenas 28 mil toneladas. Há dez anos, as redes apanhavam em torno de 100 mil toneladas e há 30 anos, 200 mil.

Durante anos, ninguém imaginou que isto pudesse acontecer. E, ironicamente, o declínio mais acentuado coincidiu com um momento de certo júbilo, quando a pesca de cerco à sardinha em Portugal recebeu um selo internacional de actividade sustentável.  Em 2010, data da certificação atribuída pela Marine Stewardship Council, a frota portuguesa pescou 64 mil toneladas de sardinhas.

No ano seguinte, porém, o Conselho Internacional para a Exploração do Mar – uma organização intergovernamental que avalia periodicamente os recursos de pesca – alertou para a precária situação do stock ibérico de sardinha e sugeriu um corte radical nas capturas, para a metade.

O selo de sustentabilidade do MSC foi suspenso e em Portugal soaram todos os alarmes. Em 2012, o Governo determinou paragens obrigatórias das traineiras entre Janeiro e Abril e impôs limites de desembarques de sardinhas para resto do ano. Além disso, avançou com um plano de gestão, fixando uma regra para determinar quantos peixes poderiam ser capturados, em função do estado do stock.

Sob este controlo, a pesca da sardinha em Portugal caiu para 32 mil toneladas em 2012, 28 mil em 2013 e apenas 16 mil em 2014.

O que vem nas redes é um fraco termómetro para avaliar o que se passa com a sardinha. O que mais importa não são tanto os peixes adultos que são capturados, mas a quantidade de jovens, com menos de um ano, que está debaixo de água. São um indicador do sucesso ou insucesso da última época de reprodução, antecipando o que vai acontecer à concentração de sardinhas nos anos seguintes.

Nada deixa os investigadores do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) mais ansiosos do que um gráfico que mostra, ano a ano, esta evolução. Nele surgem alguns picos esporádicos, seguidos de alguns anos com níveis mais baixos. É um ciclo natural, que ocorre em intervalos de quatro a cinco anos. “Tem de haver esses picos de recrutamento, para a população se manter”, explica o biólogo Miguel Santos, do Departamento do Mar e dos Recursos Marinhos do IPMA.

Mas as coisas não estão a correr bem. Desde 1978, os picos têm sido progressivamente menores. E o último deles ocorreu em 2004. Já lá vai uma década sem a entrada de uma multidão expressiva de peixes juvenis no stock ibérico da sardinha, que por isso tem vindo a minguar. Por cada quatro sardinhas no mar em 2006, havia uma em 2012.

Há definitivamente algo de errado na reprodução da espécie, e os cientistas têm-se esforçado para explicar porquê. Há cerca de quinze anos, Miguel Santos e outros investigadores do IPMA identificaram uma relação entre ventos mais intensos na costa no Inverno e os baixos níveis de recrutamento observados também nos anos 1990. No Verão, a nortada é benéfica para a sardinha. Provoca um afloramento de águas frias e carregadas de nutrientes do fundo do mar e os peixes banqueteiam-se neste festim. Mas se ocorre no Inverno, coincide com a época de reprodução e acaba por dispersar os ovos e larvas, tornando mais difícil a sua sobrevivência.

Trabalhos mais recentes apontam outros factores. Um estudo de 2013, de investigadores do IPMA e da Universidade da Califórnia, sugere uma relação entre o declínio da sardinha e a abundância da cavala na costa portuguesa. Parte da explicação é ambiental e está relacionada com o aumento da temperatura do mar nas últimas décadas. Águas mais quentes não são boas para a reprodução da sardinha. Mas são mais atraentes para a cavala, uma espécie subtropical que está em expansão para norte.

Também há razões biológicas. As larvas e juvenis de ambas as espécies competem pelo zooplâncton, o seu alimento. E ambas predam-se mutuamente, com vantagem para a cavala, que, além dos ovos, alimenta-se também de juvenis de sardinhas. Outro detalhe: a sardinha tem comportamentos canibalísticos e come os seus próprios ovos no Inverno, quando há menos alimento disponível.

A pesca é o factor humano a pesar sobre essas flutuações naturais. Em momentos de baixo sucesso reprodutivo, capturas elevadas podem ser desastrosas. E foi isso o que aconteceu recentemente. “O declínio não começou com as pescas. Mas nos últimos anos pode ter havido potencialmente situações de excesso”, afirma a investigadora Alexandra Silva, também do IPMA.

Os números apontam neste sentido. A taxa de exploração da pesca da sardinha – ou seja, a proporção da biomassa existente que é capturada – subiu de 17% em 2006 para 44% em 2010 e permaneceu perto desse nível durante três anos, quando a quantidade de sardinhas no mar estava no seu valor mais baixo desde 1978.

domingo, 17 de maio de 2015

Passadiço cresce 1,6 quilómetros

O atual passadiço de madeira, com quase três quilómetros de extensão, que existe em Alvor, será estendido até à praia dos Três Irmãos. No total, serão mais 1,6 quilómetros de percurso, representando um investimento superior a 400 mil euros.

"A obra deverá começar ainda este ano e estar concluída no próximo", segundo Sebastião Teixeira, responsável da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) no Algarve, adiantando que o novo passadiço ficará "ligado ao que já existe".


Esta intervenção resulta de uma parceria público-privada, sem custos para o Estado. A obra será financiada "a 70% por fundos comunitários, e os restantes 30% por um privado [um grupo hoteleiro com interesses na zona]", frisa o diretor regional da APA.


Sebastião Teixeira salienta qu
e o objetivo é promover "a proteção costeira". O novo passadiço de madeira ficará sobrelevado, evitando assim que as dunas sejam danificadas.

O passadiço já existente abrange a ria e a zona de praia situada na parte poente de Alvor. Foi construído há cerca de quatro anos e custou 1,3 milhões de euros. Agora, será prolongado para nascente, até aos Três Irmãos, cobrindo toda a frente de mar de Alvor.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Poeiras do norte de África afetam qualidade do ar em Portugal

A qualidade do ar em Portugal continental pode ser hoje afetada devido a uma massa de ar proveniente do norte de África que contem partículas e poeiras em suspensão, informou esta quarta-feira a Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

Na informação publicada na página oficial da APA na Internet, aquele organismo avança que durante o dia de hoje "é previsível" que o território nacional seja influenciado por uma massa de ar com origem no norte de África "transportando na circulação partículas e poeiras em suspensão".

De acordo com a APA, este "fenómeno natural" poderá "afetar a qualidade do ar ambiente, estimando-se que possa contribuir para um aumento das concentrações de partículas em suspensão", nas regiões de Portugal continental.

A mesma informação acrescenta que a análise comparativa dos modelos de prognóstico de dispersão e transporte de poeiras indica que o fenómeno poderá manter-se na quinta-feira. O transporte de longa distância de partículas com origem natural, em zonas áridas do norte de África, como é o caso dos desertos do Sahara e Sahel, pode causar elevados níveis de partículas em suspensão.

Segundo a Agência Portuguesa do Ambiente, estes fenómenos são mais frequentes nos períodos de primavera e verão em Portugal e nos países mediterrânicos.

sábado, 2 de maio de 2015

Autoridades registaram menos derrocadas naturais nas praias

Os nove desmoronamentos registados nas arribas no Algarve durante o inverno passado, foram inferiores à média anual e apenas três vão necessitar de uma intervenção controlada, disse à Lusa o diretor regional da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
“Este inverno, do ponto de vista estatístico, foi até muito suave, tendo em conta que apenas se registaram nove desmoronamentos, contrariando a média anual que é de 13”, indicou o geólogo Sebastião Teixeira, responsável regional no Algarve da APA.

De acordo com Sebastião Teixeira, na sequência dos desmoronamentos naturais, “foram efetuadas até dezembro de 2014, seis derrocadas controladas em arribas e há a necessidade de intervir em mais três”, até ao dia 01 de junho, altura em que tem início oficial a época balnear. 

As derrocadas controladas em arribas consideradas instáveis, vão ocorrer nas praias do Monte Clérigo, no concelho de Aljezur, dos Careanos, em Portimão e na D. Ana, em Lagos.
“Os sinais de instabilidade nestas três zonas obrigam a que tenhamos que intervir, para acabar aquilo que a natureza começou”, destacou.

De acordo com Sebastião Teixeira, não há nenhum agravamento da instabilidade das arribas no litoral algarvio, “mas há que ter em atenção que as arribas são sempre instáveis”. 

Paralelamente às operações de saneamento controlado das arribas, a APA irá colocar e substituir as placas de sinalização informativa e de alerta sobre o risco de permanência junto das arribas, no sentido de garantir a segurança dos utentes das zonas balneares.
“É importante que as pessoas conheçam quais são as zonas de risco de modo a evitá-las”, concluiu.

As faixas de risco e de segurança no areal são calculadas a partir de uma largura equivalente a uma vez e meia a altura da arriba.