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sábado, 17 de junho de 2017

Megaprojeto imobiliário em Portimão termina em burla de 4,6 milhões

Três mil milhões de euros de investimentos, 7 mil postos de trabalho e 11 estúdios. Era esta a dimensão do grande projeto, anunciado pela Câmara Municipal de Portimão, em 2009, com pompa e circunstância. Mas a badalada Cidade do Cinema nunca passou do plano da ficção. E o que saiu dos bastidores à luz do dia, no resultado de uma investigação policial, foi apenas uma burla de 4,6 milhões de euros associada ao projeto, realizada por antigos autarcas socialistas.

Agora, o juiz Ivo Rosa - do Tribunal Central de Instrução Criminal - vai ter de decidir em breve se leva a julgamento os vários antigos responsáveis da Câmara de Portimão acusados de terem desviado os fundos da autarquia destinados à Cidade do Cinema, que nunca foi concretizada.

Para o Ministério Público, segundo conta a Sábado, a peça central de todo o esquema seria o então vice-presidente da câmara, Luís Carito: para além de controlar os pelouros da economia, finanças e turismo, presidia ainda ao Conselho de Administração da empresa municipal Portimão Turis e da comissão Executiva da Portimão Urbis.

O socialista, médico de profissão, foi o protagonista de um dos mais insólitos casos da justiça portuguesa nos últimos anos. Durante as buscas à sua residência, quando os inspectores da Polícia Judiciária encontraram uma folha A4 com informação relevante para o processo, o autarca agarrou no documento e engoliu-o antes que as autoridades conseguissem impedi-lo.

Uma Hollywood europeia que virou pesadelo


Nascida numa associação sem fim lucrativo que incluia o ator Joaquim de Almeida - a Algarve Film Commission -, a ideia foi assumida por uma empresa municipal, a Portimão Turis, depois absorvida pela Portimão Urbis.

Em 2013 o Público já escrevia que nunca foi dito quem financiaria a operação. Seriam privados e fundos europeus, disse-se, mas só houve vagas referências à empresa que explorava o autódromo do Algarve - outro megaprojecto falhado na cidade, e que tinha uma estrutura de capital frágil e dependente de fundos públicos.

Sem dinheiros privados envolvidos que se conheçam, a câmara entrou com muitas centenas de milhar de euros para estudos e projetos.


(Fonte: Revista Sábado)

sexta-feira, 17 de março de 2017

Responsáveis de instituição de solidariedade em Portimão foram detidos por desvio de fundos

A Polícia Judiciária deteve duas pessoas, presidente e vogal do conselho de administração de instituição particular de solidariedade social não nomeada, em Portimão.

Os detidos são um homem e uma mulher, cônjuges, fortemente indiciados pela prática de peculato, burla qualificada e falsificação de documentos.

Pelo menos entre Dezembro de 2015 e Janeiro de 2017 o casal apropriou-se de dinheiro e bens materiais “que lhes era acessível em razão das funções públicas que desempenhavam”.

O desvio de fundos da instituição resultou num enriquecimento ilegítimo de pelo menos 116 mil euros.

Os detidos serão presentes às autoridades judiciárias competentes para primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coação. A investigação prossegue para tentar comprovar outras práticas.


(Fonte: noticiasaominuto.com)

sexta-feira, 4 de março de 2016

Operação «HOTSPOT» da PSP de Portimão origina detenções de burlões

No decurso de uma investigação que durava há 9 meses, a Esquadra de Investigação Criminal de Portimão procedeu à detenção na zona do Porto de um casal pela prática de cerca de 50 crimes de burla qualificada, consistindo em falsos arrendamentos de apartamentos para férias e na promessa de venda de cães de raças dispendiosas.

Numa primeira fase, com recurso à internet divulgavam imagens de cães de raças de preços elevados (Bulldog Francês) e de forma astuta criavam anúncios com preços apelativos, levando assim a que diversos cidadãos, após realizarem contactos e combinarem as formas de transacção, pagassem sinais para garantia da compra dos animais. Logo que tinham as transferências deixavam de ser correspondidos.

Uma segunda forma de actuação deste casal, que galvanizou a investigação da PSP de Portimão, consistia na criação de anúncios em sites de comércio electrónico na internet, tipo “OLX” ou “Custo Justo”, de moradias e apartamentos de que não eram proprietários, prometendo o seu arrendamento a preços inferiores aos praticados normalmente, tendo conseguido ludibriar várias vítimas. Após acordarem os pormenores da transacção pelo telemóvel ou pelo computador as vítimas eram levadas a fazer uma transferência bancária para garantirem o arrendamento. Após conseguirem os seus intentos as pessoas ludibriadas deixavam de conseguir contactar os suspeitos.

De salientar que, não poucas as vezes, só aquando da deslocação das vítimas para o Algarve, para iniciarem as férias, é que constatavam a inexistência dos imóveis e concluíam que tinham sido enganadas.

A investigação partiu da correlação que se estabeleceu entre diversas queixas que iam sendo apresentadas em várias Esquadras Policiais e Postos da GNR, demonstrando-se assim serem estes os autores de diversos ilícitos criminais da mesma índole, por todo o território nacional. Em concertação com o Ministério Público de Portimão foram emitidos mandados de detenção fora de flagrante delito para o casal agora detido e mandados de busca domiciliária que permitiram a realização de 8 buscas e a apreensão de vários equipamentos informáticos e diversa documentação que corroboram os factos em investigação.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Falso PSP burla trinta "seguranças"

Fingia ser agente da PSP e aliciava, através de anúncios na internet, as vítimas a inscreverem-se em cursos de vigilante e segurança privada. Ficava com o dinheiro das inscrições e os cursos nunca chegavam a realizar-se. O burlão, 38 anos, ligado à segurança noturna algarvia, foi apanhado pelo Núcleo de Investigação Criminal (NIC) da GNR de Loulé, após uma busca à sua casa, na quarta-feira.

De acordo com o Comando de Faro da GNR, o indivíduo é suspeito da prática de 30 burlas e ainda de vários furtos. Os crimes ocorreram no Algarve mas também em Lisboa, Évora, Beja, Serpa e Portalegre. A GNR, que não revela o valor total das burlas, está convencida de que "muitas outras vítimas ainda não apresentaram denúncia às autoridades" e apela a que entrem em contacto com o NIC de Loulé. O burlão, que se fazia passar por agente da PSP ligado à fiscalização da segurança privada, exigia documentos e o pagamento da inscrição, e prometia o posterior ingresso em empresas de segurança.

Na busca à casa do homem, que foi constituído arguido, os militares do NIC de Loulé apreenderam um computador, tablets, telemóveis, documentos associados às vítimas e às burlas e um carro. Foram ainda encontrados distintivos de segurança privada, crachás da PSP, divisas de sargento da GNR e um bivaque, que foram igualmente apreendidos.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Casas de férias usadas em burlas

Pelo menos 15 casos de burla com casas de férias estão a ser investigados, desde o início do verão, pela PSP de Portimão, que procura um casal que coloca anúncios de casas para alugar na internet.

A situação afeta turistas de vários pontos do País, que têm divulgado a situação através das redes sociais e já apresentaram queixa às autoridades.

"O burlão apresenta-se como José Fernandes Pinto e a mulher como Daniela, Beatriz ou Maria.
Colocam anúncios em sites da internet e dão dois contactos de telemóvel, que desativam depois de terem o dinheiro das reservas na mão. Fazem o mesmo ao anúncio", relatou uma das vítimas, segundo a qual os burlões serão "do Norte".

Fonte policial confirmou que as burlas estão a ser investigadas.

Entretanto, em Albufeira, um grupo de jovens de Portalegre ficou sem os 200 euros que tinha pago pela reserva de um apartamento de férias, de 1 a 7 de agosto. "Eram duas mulheres, Raquel e Cátia, irmãs e do Norte. No site diziam ter um apartamento disponível e até mandaram fotos".

Quando o grupo chegou a Albufeira, esperou em vão pela chave da casa, que "não existia".

A GNR revelou que, até dia 5 de agosto, foram registadas 48 queixas de pessoas burladas no aluguer de casas para férias, sobretudo no Algarve. Perderam entre 200 e 2000 €.