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sexta-feira, 9 de março de 2018

Hospital de Portimão atende pacientes com computador sob caixote do lixo e sem recursos

Uma utente do Hospital de Portimão partilhou nas redes sociais uma imagem, na passada terça-feira, dia 6 de março, que demonstra a falta de condições existentes na respectiva unidade hospitalar pública do Algarve.


Na fotografia é possível ver-se um médico sentado em frente a um computador que está apoiado em cima de um caixote do lixo, fixo com fita adesiva.

Alda Amaral, de 50 anos, explicou que não foi apenas a ausência de uma mesa que a indignou quando levou o filho a uma consulta de ortopedia. Apesar de destacar que o especialista «foi impecável», Alda Amaral revelou que «todo o atendimento foi feito em pé».

Para além da falta de equipamentos, a queixosa ainda referiu que estava uma «bancada cheia de gesso, provavelmente de alguém que tinha acabado de ser engessado» e que estava «tudo sujo».

«A sala de atendimento só tinha a marquesa, a cadeira, o computador e absolutamente mais nada. Não havia nenhum sítio para me sentar», garantiu a mãe.

Salientando sempre que o médico exerceu a sua função na «perfeição», Alda Amaral mencionou que o especialista nunca fez nenhuma referência à falta de condições com que estava a trabalhar e que se focou sempre na criança. «A preocupação do médico era atender o meu filho e fazer com que eu percebesse tudo».

«A sala de observação estava completamente cheia repleta de macas coladas. Na sala de espera encontravam-se dezenas de pessoas a soro, maioritariamente idosos. Quando passei pelo serviço de urgências, a sala estava igualmente cheia, com pessoas sentadas no chão. Uma auxiliar viu a minha cara de espanto e preocupação e ainda me disse que tinha sorte porque não era um mau dia».

A mãe terminou reafirmando que as «condições são deploráveis» e que o «hospital não consegue de forma alguma responder às necessidades da população».

Alda Amaral é residente no município de Lagoa e dirigiu-se ao Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio – Hospital de Portimão quando o filho se queixou de fortes dores na bacia, após uma aula de educação física.

Link da fotografia no Facebook
(Fonte impala.pt)
(Fotografia Alda Amaral?)

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Algarve ativa fase laranja do Plano de Contigência Sazonal

A Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve ativou a fase laranja do Plano de Contingência Sazonal de Inverno, com a abertura de mais 27 camas de internamento na região, anunciou esta terça-feira a ARS.


Em comunicado, a ARS/Algarve adiantou estar "a diligenciar a abertura de mais 27 camas de internamento na região para fazer face à afluência de doentes", elevando para 49 o número de camas acionadas ao abrigo daquele plano.

De acordo com aquele organismo, face à afluência de doentes no período de inverno, já tinham sido ativadas 22 camas nas unidades hospitalares de Faro e Portimão, a que se somam agora mais 27.

Durante o mês de janeiro está prevista a ampliação e a reconversão de mais 20 camas de Cuidados Continuados Integrados na região do Algarve nas tipologias de convalescença e de média e longa duração.

Segundo a ARS, serão ativadas dez camas em Portimão e dez na freguesia do Azinhal (Castro Marim) que permitirão alargar a capacidade assistencial da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI).

Esta medida, acrescenta o organismo tutelado pelo Ministério da Saúde, visa "reforçar as respostas ao nível de internamento, aliviando desta forma a pressão nos serviços hospitalares algarvios".

Na semana passada, a ARS já tinha anunciado um reforço do atendimento nos três Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) da região para garantir que os serviços de saúde algarvios estão preparados para pico da gripe.

No âmbito do Plano de Contingência Sazonal de Inverno, foi feito um reforço de recursos humanos e alargado o horário de atendimento nos centros de saúde da região, nas consultas de recurso dos centros de saúde de Lagoa, de Monchique, de Portimão, de Silves, de Faro, de Olhão, de São Brás de Alportel, de Tavira e de Alcoutim.

(Fonte CM)

sábado, 29 de abril de 2017

BE interroga Governo sobre falta de médicos nas urgências pediátricas do Hospital de Portimão

O Bloco de Esquerda dirigiu por escrito um conjunto de perguntas ao Governo sobre as dificuldades no Hospital de Faro para a realização de TACs e à inoperacionalidade das urgências pediátricas no Hospital de Portimão.
 


João Vasconcelos e Moisés Ferreira, autores da iniciativa parlamentar, denunciam o agravamento das dificuldades registadas no Centro Hospitalar do Algarve (CHA), designadamente na carência e encerramento de serviços para a realização do exame médico de Tomografia Axial Computarizada (TAC), no Hospital de Faro, e nas falta de médicos nas urgências pediátricas do Hospital de Portimão, obrigando à paragem desta valência.

De acordo com informação que chegou ao Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda, o Hospital de Faro está à cerca de uma semana sem meios para a realização de TACs. Os utentes, após prolongados períodos de espera, nalguns casos de mais de 24 horas, são encaminhados para as unidades privadas de saúde na área de Faro, situação que, além do incómodo causado aos doentes, acarreta elevados custos ao Serviço Nacional de Saúde.

Já o Hospital de Portimão, voltou a registar nos últimos dias a inoperacionalidade das urgências pediátricas devido à falta de médicos, situação que causa muitos constrangimentos às crianças e seus familiares, sobretudo devido às limitações impostas no acesso aos cuidados de saúde.

No final do ano passado, esta urgência de pediatria fechou por falta de médicos durante algum tempo, e em janeiro deste ano, as crianças do Barlavento algarvio que se deslocaram aos serviços de pediatria desta unidade hospitalar do CHA acabaram por ser transferidas para o Hospital Particular de Alvor, relembram os parlamentares.

Neste quadro, os deputados do Bloco de Esquerda querem saber quais as medidas que o Ministério da Saúde irá adotar para, para um lado resolver com urgência os problemas registados pelo serviço de TAC, no Hospital de Faro, e repor a normalidade na urgência de pediatria do Hospital de Portimão.

(Fonte: algarveprimeiro.com)

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Organizações alertam para ruptura de anti-retrovirais no Algarve

Duas organizações ligadas à prevenção e tratamento da sida alertaram para uma "ruptura de stock" de medicamentos anti-retrovirais no Centro Hospitalar do Algarve (CHA), uma situação negada pela administração do centro, que fala, antes, numa situação "excepcional".

Em comunicado, o Grupo de Activistas em Tratamentos (GAT) e o Centro Anti-Discriminação (CAD) apontaram que "muitas pessoas seropositivas" que se desloquem às farmácias hospitalares de Portimão e de Faro são informadas de "ruptura de stock, sendo, em alguns casos, disponibilizada medicação avulsa para períodos de apenas cinco dias".

Questionado pela Lusa, o conselho de administração do CHA, através do seu presidente, esclareceu que "não se pode afirmar que exista neste momento ruptura de stock, mas sim um encurtamento, excepcional, do período de dispensa destes fármacos, de forma a garantir a continuidade de tratamento a todos os doentes". Contudo, de acordo com a denúncia das organizações, "há doentes que se viram obrigados a parar a toma da medicação para a infecção pelo VIH, por viverem longe dos hospitais e não terem possibilidades económicas para se deslocarem à farmácia hospitalar a cada cinco dias".

A administração indicou que a aquisição destes medicamentos é centralizada nos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, estando actualmente em curso a aquisição dos fármacos para o CHA, processo que, quando estiver concluído, permitirá a reposição imediata dos períodos de dispensa previstos.

"Assim, e enquanto se aguarda a conclusão do procedimento concursal centralizado em curso, os serviços farmacêuticos do CHA estão a desenvolver uma gestão de proximidade com os doentes em tratamento, no sentido de assegurar, de forma responsável e racional, a equidade e universalidade de acesso a este tipo de fármacos de dispensa hospitalar", assegurou.

As duas organizações ligadas ao tratamento e prevenção da doença recordam que a lei obriga à dispensa da medicação para períodos de 90 dias, embora haja os que apenas dispensam para 30 dias. "Na região do Algarve, as faltas de medicação nas farmácias hospitalares têm vindo a arrastar-se e a agravar-se", referem, sublinhando que as denúncias, inicialmente apenas relativas ao Hospital de Portimão, se estendem agora ao Hospital de Faro.

O Algarve é uma das regiões mais atingidas pela epidemia de VIH/sida em Portugal, segundo estas organizações.

(Fonte: publico.pt)

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Hospital de Portimão e Faro voltam a ter macas nos corredores

As macas com doentes estão de volta aos hospitais de Portimão e Faro. A garantia é do deputado do PSD Cristóvão Norte, que fala em "doentes jazidos nos corredores das Urgências, em macas, dias a fio". O Centro Hospitalar do Algarve (CHA) garante que só há doentes nessas condições, nas Urgências, "a aguardar diagnóstico e encaminhamento clínico: alta ou internamento". 


Em nota enviada às redacções, o deputado, eleito pelo Algarve, adianta que foi "informado por médicos, enfermeiros e familiares de doentes" da existência de utentes em macas. "Nos últimos dias, nos hospitais de Faro e Portimão, têm-se avolumado doentes nos serviços de observação e decisões de internamento sem que estejam disponíveis camas para [os] acolher", avança Cristóvão Norte. "São muitas vezes pessoas de idade, que precisam de tratamento físico, às quais se deve uma especial e reforçada obrigação de cuidar bem". 

Já o CHA assegura que "não existem doentes internados em macas nos corredores das Urgências". Mas confirma, "nos últimos dias, um afluxo e sobrecarga dos serviços de Urgência, em resultado do agravamento das condições climatéricas" e que "um número muito reduzido de doentes com necessidade de internamento se encontra transitoriamente nos respectivos serviços de destino, a aguardar cama, sob supervisão médica e da equipa de enfermagem dedicada às suas necessidades". 

Cristóvão Norte conclui que este é mais um sinal da "deterioração" dos cuidados hospitalares na região.

(Fonte: cmjornal.pt)
(Fotografia: Luís Forra/Lusa)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

“O hospital de Portimão deixou de ser um recurso confiável”

«O Hospital de Portimão deixou de ser um recurso confiável, para se tornar um motivo de preocupação e receio para os utentes que a ele recorrem», lê-se no comunicado enviado pela comissão.

A par da falta de recursos materiais e humanos, os utentes salientam a indignação dos profissionais de saúde que trabalham no Hospital de Portimão e reforçam que «só a enorme entrega e resistência dos profissionais têm evitado males maiores
».

No texto denuncia-se a política do anterior Governo, que «quase destruiu o SNS», e exige-se a imediata resolução dos problemas verificados. No entender da Comissão de Utentes, só travando uma luta dos profissionais e dos utentes «ombro a ombro» se poderão evitar as situações vividas no Hospital de Portimão, que, alerta esta comissão, «põem em causa a vida e a integridade das pessoas».

Frisam ainda que, apesar do pico da gripe e do aumento do turismo em virtude das festas de Natal e de Ano Novo, o «caos» nas urgências do Hospital de Portimão continua.

A Comissão de Utentes reitera o compromisso de continuar a lutar com as populações e os profissionais de saúde, na defesa de um SNS eficiente, moderno, universal e gratuito. 


A concentração do próximo dia 14 está agendada para as 15h00.

sábado, 7 de janeiro de 2017

Urgência Pediátrica em Portimão assegurada pelo Hospital Particular do Algarve em Alvor

ARS garante que situação estará solucionada a partir das 20h00 do próximo domingo, dia 8 de Janeiro.
 


Tendo em conta as dificuldades em termos de recursos humanos para o preenchimento de escalas para assegurar o acesso à Urgência de Pediatria no pólo de Portimão do Centro Hospitalar do Algarve este fim de semana, o Conselho Directivo da ARS Algarve esclareceu hoje em comunicado que diligenciou junto do Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Algarve para que este efectuasse a contratualização da prestação de serviço de Urgência de Pediatria esta sexta-feira, sábado e domingo (6, 7 e 8 de Janeiro) com o Hospital Particular do Algarve em Alvor.

De modo a tranquilizar a população, a ARS Algarve, adianta que os utentes serão vistos na Urgência de Portimão e, se for caso de necessitarem de serviços de pediatria, serão referenciados a esta unidade hospitalar privada, prevendo que "esta situação esteja solucionada a partir das 20h00 do próximo domingo, dia 8 de Janeiro".

(Fonte: algarveprimeiro.com)

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Utentes promovem concentração para 14 de Janeiro em frente ao Hospital de Portimão

A Comissão de Utentes do SNS de Portimão, denuncia que continua a evidente degradação dos serviços com que os utentes se defrontam diariamente no Hospital de Portimão.
 

O Hospital de Portimão deixou de ser um recurso confiável, para se tornar um motivo de preocupação e receio para os utentes que a ele recorrem. Há muito que vem sendo denunciada a falta de recursos materiais e humanos e é unânime a indignação dos profissionais que ali trabalham.

Só a enorme entrega e resistência dos profissionais tem evitado males maiores. Os utentes não esquecem a importância do afrontamento do anterior Governo que quase destruiu o SNS, mas a situação actual reclama respostas que tardam a ser tomadas.

Com o Inverno vem, o pico da gripe, um aumento do turismo nas Festas e continua o caos nas urgências do Hospital de Portimão.

A Comissão de Utentes do SNS de Portimão exige a imediata resolução dos problemas verificados, e afirma que tudo fará para que tal seja uma evidência efectiva.



A Comissão de Utentes do SNS de Portimão afirma que somente a luta dos profissionais e utentes ombro a ombro, poderá por cobro a situações tão trágicas e que põem em causa a vida e a integridade das pessoas, como as que se verificam no Hospital de Portimão. 

 
A Comissão de Utentes do SNS de Portimão reitera o seu compromisso de continuar a lutar com as populações e os profissionais, na defesa de um Serviço Nacional de Saúde eficiente, moderno, universal e gratuito.

A importância social e humana do Hospital de Portimão para o Concelho e para toda a região, merece que continuemos atentos e mobilizemos as populações e profissionais em sua defesa.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Urgência de Pediatria em Portimão fechou por falta de médicos

A falta dos médicos escalados para a Urgência Pediátrica do hospital de Portimão levou ao caos aquele serviço que esteve sem funcionar ontem segunda-feira, devido à ausência de médicos. 


A situação foi denunciada por várias mães de crianças doentes, que se mostraram indignadas com a situação. 

A administração do Centro Hospitalar do Algarve garantiu que a escala da Urgência Pediátrica de Portimão para ontem "estava completa, com médicos pediatras e clínicos gerais". E adiantou que "os médicos escalados faltaram, sem aviso prévio, por razões ainda desconhecidas mas que iremos averiguar internamente, com vista a apurar responsabilidades, dada a gravidade da situação".

(Fonte: cmjornal.pt)

sábado, 16 de julho de 2016

Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Algarve vai ser ouvido na Comissão Parlamentar de Saúde

O novo Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Algarve (CHA), que tem sido alvo de grande contestação interna, vai ser ouvido na próxima terça-feira na Comissão Parlamentar de Saúde, por iniciativa do grupo parlamentar do PSD, que quer também ouvir seis directores de departamento (nomeados pela nova administração). Directores de departamento dizem que a unidade não está preparada para responder às necessidades.

Este fim-de-semana há concentração de motards em Faro, mas só a urgência de ortopedia do Hospital de Portimão garantirá assistência aos utentes.

sábado, 14 de maio de 2016

Especialidade de Oncologia do Hospital de Portimão reforçada com equipa de Lisboa

Inicia este sábado, o acordo específico de colaboração na área da oncologia médica, celebrado no passado dia 8 de Abril entre o CHAlgarve, e o Centro Hospitalar Lisboa Norte, para o envio de uma equipa de especialistas de oncologia para a unidade hospitalar de Portimão.
Segundo a ARS Algarve, este acordo visa reforçar a capacidade assistencial do CHAlgarve nesta área clínica que se encontra numa situação de carência de recursos humanos, garantindo a continuidade de cuidados de saúde de proximidade até à reposição da capacidade assistencial do CHAlgarve.

O acordo tem validade por um período de um ano, podendo ser renovado se persistirem as carências de capacidade assistencial.

Com o início desta colaboração na área de Oncologia, dá-se continuidade à implementação do Protocolo de Cooperação Inter-regional na Assistência Hospitalar aos Utentes do Centro Hospitalar do Algarve, estabelecido no passado dia 11 de Março entre os Conselhos Directivos das ARS Algarve, ARS Alentejo e ARS de Lisboa e Vale do Tejo, com vista a assegurar a prestação de cuidados de saúde à população do Algarve.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Doentes de Ortopedia do Algarve tratados em Lisboa e Setúbal

Os utentes do distrito de Faro que necessitem de assistência médica na especialidade de Ortopedia podem, agora, ser tratados nos Centros Hospitalares Lisboa Norte, Lisboa Central ou Setúbal, informou a Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve.

"O Centro Hospitalar do Algarve, em estreita articulação com estas unidades hospitalares [algarvias], providenciará, sempre que necessário, os meios e o apoio indispensável para que os seus utentes sejam devidamente transferidos para as instalações destas unidades de acordo com a escala semanal rotativa", de acordo com a mesma nota de imprensa.

O compromisso para "colmatar as insuficiências de capacidade assistencial no Centro Hospitalar do Algarve" foi assinado entre os presidentes dos Conselhos de Administração do Centro Hospitalar do Algarve, e dos três Centros Hospitalares da Região de Lisboa e Vale do Tejo.

O ministro da Saúde comprometeu-se em 11 de Março, numa deslocação a Faro, a acabar até 31 de Maio com as "dificuldades inaceitáveis" que a falta de médicos no Algarve tem provocado na região, assegurando a transferência para outras zonas do país dos doentes em lista de espera "inapropriadas".

Adalberto Campos Fernandes precisou na altura que "qualquer doente [no Algarve] que esteja em lista de espera inapropriada tem a possibilidade, se assim o desejar, de ser tratado em Lisboa".

Os hospitais públicos no Algarve sofrem, há vários anos, com a escassez de profissionais da saúde em diversas especialidades.

Essa falta de médicos, entre outros profissionais, fez com que os responsáveis pela Saúde no Algarve tenham mesmo sugerido que se deviam cancelar provas desportivas na região durante o fim de semana, com receio da ocorrência de acidentes que viessem a necessitar de cuidados de médicos ortopedistas inexistentes.

FONTE: Correio da Manhã

domingo, 20 de março de 2016

Director da Urgência do Centro Hospitalar do Algarve pede demissão

Em declarações à Lusa, Luís Pereira, no cargo desde 2012, argumentou querer "libertar o novo Conselho de Administração de qualquer dificuldade", por desconhecer o plano dos novos administradores para aquele departamento e por considerar que só é possível desempenhar o cargo quando ambos partilham "as mesmas ideias e objectivos".

O pedido de demissão foi confirmado pelo novo presidente do Conselho de Administração do CHA, Joaquim Ramalho, que, em resposta enviada à Lusa, referiu tratar-se de uma "posição habitual das chefias intermédias dos organismos públicos, quando existe mudança nos órgãos de topo".

Segundo Joaquim Ramalho, é normal que estas chefias coloquem o seu lugar à disposição, manifestando, ou não, a sua disponibilidade para assumir uma nova comissão de serviço, o que, na situação actual, "aconteceu com a generalidade das chefias intermédias do CHA, uma vez que foram nomeadas pela anterior administração".

A nova administração do CHA, que integra os hospitais de Faro, Portimão e Lagos, tomou posse há dez dias, substituindo a administração presidida desde Julho de 2013 por Pedro Nunes, antigo bastonário da Ordem dos Médicos, altura em que os três hospitais da região foram agregados num centro hospitalar.

De acordo com o director demissionário é preciso ter consciência da "importância e dimensão que a Urgência assume no Algarve", observando que, para prestar uma assistência adequada aos residentes e aos milhares de turistas que passam férias na região, é necessária uma Urgência pronta para responder a qualquer situação.

"Um Conselho de Administração que olhe para esta área de maneira diferente corre sérios riscos de ter problemas", alertou o clínico, lembrando o acidente na A22 que envolveu, em Junho passado, um autocarro de turismo, causando a morte a quatro pessoas e ferimentos em dezenas.

O departamento que Luís Pereira começou a chefiar em 2012 é composto, actualmente, por seis serviços de urgência: os dos hospitais de Faro e de Portimão e ainda os quatro Serviços de Urgência Básica (SUB) existentes em Lagos, Albufeira, Loulé e Vila Real de Santo António.

Sob a coordenação deste departamento, que engloba 140 médicos, estão ainda as Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação (VMER) de Albufeira, Portimão e Faro e, vocacionadas para os doentes críticos, duas unidades de cuidados intensivos, duas de cuidados intermédios, duas salas de reanimação e duas de emergência interna.

Joaquim Ramalho sublinhou que todas as chefias se vão manter em funções até à sua substituição, o que acontecerá em breve, em todas as situações em que não haja continuidade do titular do cargo nas funções.

FONTE: Lusa

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Morre no Hospital de Portimão depois de cirurgia

Um idoso internado no Hospital de Portimão morreu um dia depois de ter sido sujeito a uma cirurgia e após duas semanas à espera da realização de uma colonoscopia. A denúncia foi feita por deputados do Bloco de Esquerda (BE), que pediram esclarecimentos ao Ministério da Saúde.
Fotografia de Pedro Noel da Luz

O doente, que não foi identificado por questões de privacidade, deu entrada na Urgência do Hospital de Portimão no dia 28 de Dezembro do ano passado, com fortes dores abdominais. Foi triado com a pulseira laranja, por ser considerada uma situação muito urgente, mas recebeu alta no mesmo dia.

A família pressionou os médicos e o utente foi colocado nos cuidados intermédios das Urgências durante dois dias, para ser observado por um gastrenterologista. Acabou por ser "contagiado com uma bactéria resistente".

Segundo o deputado Moisés Ferreira, o homem "esperou duas semanas pela realização de uma colonoscopia, por falta de gastrenterologia nas Urgências", situação confirmada num relatório médico em que é referido que o utente estava "internado na medicina por falta de gastrenterologia no Algarve".

A situação clínica agravou-se e o doente acabou por ser operado de urgência no dia 19 de Janeiro, devido a uma "peritonite química, por perfuração de úlcera duodenal". Morreu no dia seguinte à intervenção cirúrgica.

O Correio da Manhã questionou o Centro Hospitalar do Algarve, que garantiu que o caso "será averiguado se a família do doente apresentar queixa".

FONTE: Correio da Manhã

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Administrador do Centro Hospitalar do Algarve está por um fio

Uma visita da Comissão Parlamentar da Saúde ao hospital de Portimão, esta terça-feira, poderá ser decisiva e marcar o futuro do Centro Hospitalar do Algarve (CHA), do qual o atual administrador Pedro Nunes estará de saída.

"É um momento dramático para a saúde no Algarve, com vários serviços em rutura nos hospitais de Faro, Portimão e Lagos e é natural que os algarvios esperem alterações ao modelo de funcionamento do CHA", disse Luís Graça, deputado socialista e primeiro subscritor da iniciativa por parte do Grupo Parlamentar do PS.

O deputado aponta um "problema estrutural de falta de recursos humanos" na região, mas atribui a saída de especialistas para o privado ao "modelo de governação" de Pedro Nunes.

Na última semana, voltou a ser registada a falta de ortopedistas no hospital de Faro, com vários doentes a serem transferidos para outras unidades de saúde.
"Se quiserem que saia, eu também não quero ficar", referiu recentemente o administrador, cujo mandato termina no final do ano.

sábado, 26 de setembro de 2015

Hospitais do Algarve sem ortopedistas

O hospital de Portimão e o hospital de Faro estiveram na passada sexta-feira sem cuidados de saúde em Ortopedia de urgência por falta de médicos especialistas. Todos os doentes que precisaram de tratamento médico nessa área foram encaminhados para unidades de saúde de Lisboa.

No hospital de Faro apenas estava de serviço um médico interno, que ainda está em formação para obter a especialidade e não pode, por isso, praticar actos médicos sem supervisão de um médico sénior.

A falta de ortopedistas e a redução da qualidade dos cuidados nesta especialidade nas unidades hospitalares do Algarve já tinha sido denunciada pelo bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Sindicato anuncia quatro novos casos de tuberculose latente no Hospital de Portimão

O Sindicato de Enfermeiros anunciou hoje a existência de mais quatro casos de tuberculose latente no hospital de Portimão e acusou o Centro Hospitalar do Algarve de não cumprir totalmente as regras de segurança no trabalho.

Segundo avançou à Lusa o dirigente da delegação de Faro do Sindicato de Enfermeiros, foi recentemente diagnosticada tuberculose latente a dois enfermeiros e dois assistentes operacionais, estando ainda em tratamento outros cinco profissionais de saúde cujo diagnóstico foi feito em Maio.

Nuno Manjua alertou para a necessidade de rastreios aos profissionais de saúde do Centro Hospitalar do Algarve e a contratação de um médico do trabalho, além da vigilância da saúde nos termos legais.

Por outro lado, o sindicato reivindica a contratação de mais enfermeiros, a existência de um quarto de isolamento que cumpra todos os requisitos e o internamento de doentes em condições condignas para prevenir infeções em contexto hospitalar.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Hospitais de Faro e Portimão fazem rastreios para despiste de cancro de pele

O Dia do Cancro de Pele, efeméride dedicada à sensibilização e rasteio de cancros cutâneos, será assim assinalada no CHAlgarve com a realização de 60 rastreios, 30 na unidade de Faro e outros 30 na unidade de Portimão.
Dinamizada pelo Serviço de Dermatologia do CHAlgarve, a iniciativa é promovida a nível nacional pela Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo, contando com o patrocínio científico da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia.
Os interessados em realizar o rastreio deverão proceder à sua inscrição através dos contactos:
Rastreios em Portimão
Serviço de Dermatologia do hospital de Portimão: 282 450 300 (35573)
Rastreios em Faro
Serviço de Dermatologia do hospital de Faro – 289001927 ou número geral 289 891 100 (extensões 23010 ou 23017)