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quarta-feira, 21 de março de 2018

Anestesistas reanimam recém-nascido por falta de pediatras em Portimão

Maternidade do hospital teve de realizar dois partos sem ter qualquer pediatra escalado nas Urgências. Situação motivou críticas de um deputado do PSD, que entretanto tornou o caso público


Dois bebés nasceram, no sábado, no hospital de Portimão, sem o apoio de qualquer pediatra. Um dos partos complicou-se e o recém-nascido teve de ser reanimado por uma equipa de anestesistas. Uma “situação imprevisível e excecional”, afirmou uma fonte oficial do Centro Hospitalar Universitário do Algarve. A mesma fonte sublinhou que os anestesistas são profissionais qualificados para estes procedimentos.

"A criança foi devidamente assistida por uma equipa de anestesistas altamente qualificada e assessorada pela Diretora do Departamento da Criança, Adolescente e Família” do hospital, assegurou. “A mãe e o bebé encontram-se bem”, garantiu.

A situação motivou críticas do deputado do PSD Cristóvão Norte, que a denunciou e tornou pública no Facebook. O deputado eleito pelo círculo do Algarve considera “grave e irresponsável” que o Centro Hospitalar Universitário do Algarve não assegure pediatras na unidade de Portimão, “de modo a garantir a segurança no funcionamento dos serviços, designadamente no bloco de partos, berçário, neonatologia e internamento de pediatria, já que os mesmos acolhem um significativo número de recém-nascidos e de crianças, mas é mais grave ainda permitir que a maternidade funcione assim.”

Segundo fonte do Centro Hospitalar Universitário do Algarve lembrou que “a carência de profissionais ao nível da especialidade é reconhecida”.

Apesar da carência de pediatras, a mesma fonte explicou que “o Conselho de Administração e a equipa do Departamento da Criança, Adolescente e Família têm trabalhado com empenho para garantir todas as escalas o que, graças à disponibilidade de toda a equipa de Pediatria, tem acontecido”.

"Nos últimos seis meses, em resultado do esforço desenvolvido, tem havido uma cobertura de 100% nas escalas de Pediatria. O ocorrido no dia 17 tratou-se de uma situação excecional e imprevisível”, garantiu.

Relativamente ao que aconteceu no sábado, a fonte sublinhou que, numa situação normal seria a equipa de pediatria a lidar com as possíveis complicações com o bebé após o parto, mas não raro os anestesistas fazem as reanimações.

A mesma fonte explicou que, “num contexto de excepção, como o que aconteceu no dia 17, em que por uma situação imprevisível não houve pediatra, as grávidas em trabalho de parto são normalmente encaminhadas para a maternidade de Faro”.

Tal não se verificou no sábado e a fonte do centro hospitalar explicou a razão: “Em alguns casos mais emergentes, designadamente em situações de parto iminente, por questões de segurança para a mulher e para o bebé, não se equaciona a transferência das utentes para a Unidade de Faro, garantindo esta unidade os recursos necessários para a realização do parto”.

"Não vamos arriscar que o bebé nasça na estrada quando há uma equipa especializada que lhe dá toda a assistência”, defendeu.

A falta de médicos na região do Algarve, sobretudo a de pediatras em Portimão, tem sido denunciada de forma repetida. Em janeiro de 2017, a urgência de Pediatria daquele hospital teve de ser assegurada por uma unidade privada durante alguns dias. Em julho, o problema repetiu-se, com a urgência de Pediatria a ter de encerrar.

Ainda na publicação que fez no Facebook, o social-democrata Cristovão Norte recorda que não é a primeira denúncia que faz sobre a falta de médicos.

Relembro ainda que, em nome do PSD, já tinha denunciado em julho passado ao Ministro da Saúde esta situação, o qual respondeu que o Algarve estava incluído nas zonas periféricas para efeito da contratação de médicos. A maternidade esteve encerrada três dias no princípio de 2017 por falta de pediatras. Os alertas têm que mudar as coisas. Não se pode fechar os olhos”, defende o deputado.

Cristóvão Norte pede ainda que o episódio de sábado seja objeto de um inquérito e deixa um recado ao Governo para que contrate os médicos necessários e, enquanto isso não acontece, impeça a realização de partos.

"O Governo tem que agir tomando as medidas adequadas, designadamente prover a unidade dos médicos necessários e, até que o consiga assegurar, não permitir a realização de partos sem que estejam cumpridas as regras mínimas de segurança. Essa exigência será traduzida em requerimento que apresentarei hoje [terça-feira]”, remata.

Poupança cega e insensata ou apenas incompetência?

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) Algarve manifestou, esta quarta-feira, “enorme preocupação” pelos recentes acontecimentos, de sábado, na maternidade do Hospital de Portimão. A estrutura sindical acusou o Centro Hospitalar Universitário do Algarve e a Administração Regional de Saúde Algarve de “falhanço total”, ao “não acautelarem de forma responsável, como lhes deve competir, as necessidades da região e dos Algarvios”.

Em comunicado enviado às redações, o SIM lamentou que se ponha em risco a vida dos recém-nascidos, no Hospital de Portimão, “pela incapacidade e pela irresponsabilidade de quem gere o hospital.”

"A ausência de pediatras no serviço de urgência e no hospital, teria levado a um desfecho fatal, não fosse a intervenção do anestesista que perante uma situação crítica procedeu à reanimação da criança, embora a sua obrigação fosse para com a mãe (anestesiada), sendo que a função de reanimar o recém-nascido, pela sua especificidade, compete ao pediatra”, refere o comunicado.

O sindicato sublinha a “inépcia gritante” do Centro Hospitalar Universitário do Algarve, que recentemente apenas abriu concurso para um pediatra, quando necessita de 14.

"Serão as cativações que estão na origem desta poupança cega e insensata, ou apenas a incompetência?”, questiona o SIM, sublinhando que ambas são “lamentáveis e indesejáveis” na área da saúde.

(Fonte tvi.iol.pt)
(Foto ArtistcCaptures/IstockImages)

sexta-feira, 9 de março de 2018

Hospital de Portimão atende pacientes com computador sob caixote do lixo e sem recursos

Uma utente do Hospital de Portimão partilhou nas redes sociais uma imagem, na passada terça-feira, dia 6 de março, que demonstra a falta de condições existentes na respectiva unidade hospitalar pública do Algarve.


Na fotografia é possível ver-se um médico sentado em frente a um computador que está apoiado em cima de um caixote do lixo, fixo com fita adesiva.

Alda Amaral, de 50 anos, explicou que não foi apenas a ausência de uma mesa que a indignou quando levou o filho a uma consulta de ortopedia. Apesar de destacar que o especialista «foi impecável», Alda Amaral revelou que «todo o atendimento foi feito em pé».

Para além da falta de equipamentos, a queixosa ainda referiu que estava uma «bancada cheia de gesso, provavelmente de alguém que tinha acabado de ser engessado» e que estava «tudo sujo».

«A sala de atendimento só tinha a marquesa, a cadeira, o computador e absolutamente mais nada. Não havia nenhum sítio para me sentar», garantiu a mãe.

Salientando sempre que o médico exerceu a sua função na «perfeição», Alda Amaral mencionou que o especialista nunca fez nenhuma referência à falta de condições com que estava a trabalhar e que se focou sempre na criança. «A preocupação do médico era atender o meu filho e fazer com que eu percebesse tudo».

«A sala de observação estava completamente cheia repleta de macas coladas. Na sala de espera encontravam-se dezenas de pessoas a soro, maioritariamente idosos. Quando passei pelo serviço de urgências, a sala estava igualmente cheia, com pessoas sentadas no chão. Uma auxiliar viu a minha cara de espanto e preocupação e ainda me disse que tinha sorte porque não era um mau dia».

A mãe terminou reafirmando que as «condições são deploráveis» e que o «hospital não consegue de forma alguma responder às necessidades da população».

Alda Amaral é residente no município de Lagoa e dirigiu-se ao Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio – Hospital de Portimão quando o filho se queixou de fortes dores na bacia, após uma aula de educação física.

Link da fotografia no Facebook
(Fonte impala.pt)
(Fotografia Alda Amaral?)

domingo, 17 de dezembro de 2017

Homem ficou ferido com gravidade em colisão de carro com cavalos na EN 125

Um homem ficou ferido com gravidade depois de o carro que conduzia ter colidido com cavalos em plena estrana EN 125, em Portimão.


O acidente ocorreu pelas 05h00 deste domingo, quando o homem voltava de uma festa, no sentido Portimão-Silves.

Segundo testemunhas, o homem não se terá apercebido que cinco cavalos estavam no meio da estrada e colidiu frontalmente com dois deles.

Estes animais tiveram morte imediata.

A vítima é de Silves e tem 47 anos. Foi levada para o Hospital de Portimão, onde se encontra em estado considerado estável.

A GNR procura agora tentar identificar e localizar o dono dos cavalos, que não possuíam chip de identificação.

No local estiveram os Bombeiros de Portimão, apoiados por sete viaturas, o INEM, a GNR e a Rotas do Algarve.

(Fonte CM)

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Utentes promovem concentração para 14 de Janeiro em frente ao Hospital de Portimão

A Comissão de Utentes do SNS de Portimão, denuncia que continua a evidente degradação dos serviços com que os utentes se defrontam diariamente no Hospital de Portimão.
 

O Hospital de Portimão deixou de ser um recurso confiável, para se tornar um motivo de preocupação e receio para os utentes que a ele recorrem. Há muito que vem sendo denunciada a falta de recursos materiais e humanos e é unânime a indignação dos profissionais que ali trabalham.

Só a enorme entrega e resistência dos profissionais tem evitado males maiores. Os utentes não esquecem a importância do afrontamento do anterior Governo que quase destruiu o SNS, mas a situação actual reclama respostas que tardam a ser tomadas.

Com o Inverno vem, o pico da gripe, um aumento do turismo nas Festas e continua o caos nas urgências do Hospital de Portimão.

A Comissão de Utentes do SNS de Portimão exige a imediata resolução dos problemas verificados, e afirma que tudo fará para que tal seja uma evidência efectiva.



A Comissão de Utentes do SNS de Portimão afirma que somente a luta dos profissionais e utentes ombro a ombro, poderá por cobro a situações tão trágicas e que põem em causa a vida e a integridade das pessoas, como as que se verificam no Hospital de Portimão. 

 
A Comissão de Utentes do SNS de Portimão reitera o seu compromisso de continuar a lutar com as populações e os profissionais, na defesa de um Serviço Nacional de Saúde eficiente, moderno, universal e gratuito.

A importância social e humana do Hospital de Portimão para o Concelho e para toda a região, merece que continuemos atentos e mobilizemos as populações e profissionais em sua defesa.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Urgência de Pediatria em Portimão fechou por falta de médicos

A falta dos médicos escalados para a Urgência Pediátrica do hospital de Portimão levou ao caos aquele serviço que esteve sem funcionar ontem segunda-feira, devido à ausência de médicos. 


A situação foi denunciada por várias mães de crianças doentes, que se mostraram indignadas com a situação. 

A administração do Centro Hospitalar do Algarve garantiu que a escala da Urgência Pediátrica de Portimão para ontem "estava completa, com médicos pediatras e clínicos gerais". E adiantou que "os médicos escalados faltaram, sem aviso prévio, por razões ainda desconhecidas mas que iremos averiguar internamente, com vista a apurar responsabilidades, dada a gravidade da situação".

(Fonte: cmjornal.pt)

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Utentes pedem melhor hospital em Portimão

Há pessoas que chamam ao hospital de Portimão o ‘hospital da morte’. 



"Eu já testemunhei, este ano, lá dentro, fome, sede e falta de higiene. Estou aqui a fim de exigir mais meios para este hospital", disse no passado sábado à tarde, ao jornal, Denise Lopes, durante um protesto à porta daquela unidade de saúde, que reuniu várias dezenas de pessoas. 

O protesto, que foi promovido através das redes sociais, visou contestar a forma como os cuidados de saúde são prestados na região e exigir a separação dos hospitais de Faro e de Portimão. 

"Este hospital já abriu com falta de pessoal. É um problema recorrente. Mas agora fala-se em apostar no turismo de saúde. E é isto que temos para oferecer?", pergunta João Pires, promotor do protesto. 

Já Pedro Mota, também da organização, sublinhou ser "urgente recuperar as mais-valias e os equipamentos que perdemos e foram para Faro, e melhorar as condições dos trabalhadores e utentes. Eu agora estou bem mas posso vir a ter um problema de saúde e vir para aqui e ficar num corredor, como acontece a tantos", salientou. 

Também presente na manifestação, João Vasconcelos, do Bloco de Esquerda, destacou "a degradação do Sistema Nacional de Saúde e, em contrapartida, o reforço da saúde privada". Para o deputado, são "necessários mais médicos, mais enfermeiros e mais técnicos de saúde no hospital de Portimão". 

Os manifestantes apelaram ao Governo para que "tome medidas efectivas para melhorar a saúde no Algarve".

(Fonte: cmjornal.pt)
(Foto: Nuno Alfarrobinha)

domingo, 26 de junho de 2016

Faltam 164 médicos no Algarve

O Algarve tem falta de 164 médicos nos hospitais e centros de saúde, situação que a Administração Regional de Saúde (ARS) quer resolver "no máximo" em seis anos, disse à Lusa o presidente desta entidade, João Moura Reis.

Segundo dados da ARS/Algarve fornecidos à Lusa, actualmente, os hospitais de Portimão e Faro têm falta de aproximadamente 100 médicos, enquanto nos cuidados de saúde primários podem ser acolhidos 64.

"Dentro de seis anos, provavelmente, a região terá o número de médicos necessários e suficientes", explicou Moura Reis, acrescentando que só não se atreve a dar um prazo menor porque os fluxos de médicos formados nas especialidades não são estáveis de ano para ano.

Os responsáveis pelo serviço público de saúde no Algarve estão a promover uma estratégia para conseguir os médicos das diferentes especialidades necessários, recorrendo, para isso, a diferentes tipos de contratação.

A admissão mais comum surge após a especialização médica, mas o Algarve também recorre a médicos que queiram ir para a região através do regime de mobilidade, a contractos individuais de trabalho, a empresas de prestação de serviços, à mobilidade parcial e ao regresso de médicos reformados.

"Apostamos nelas todas", afirmou Moura Reis, dando como exemplo os concursos já em curso para as especialidades de Ortopedia, Anestesia, Pediatria, Obstetrícia e Ginecologia e, em breve, o concurso para Medicina Interna.

No caso da Medicina Geral e Familiar, o concurso de 2016 tem 30 vagas e para o ano está prevista a abertura de mais 34, o que perfaz as 64 vagas identificadas pela ARS/Algarve.

"Há sempre necessidade. Quando digo 30 este ano e 34 para o ano que vem é para poder dar médico de família a todos os algarvios, mas fica no limite", sublinhou o presidente daquele organismo.

Segundo o responsável, os médicos que forem trabalhar para a região "são médicos para a vida", ou seja, são médicos que vão "para ficar".

No caso das especialidades hospitalares, a região depara-se com uma falta de médicos em diversas áreas, mas as mais dramáticas são Ortopedia, Anestesia, Oncologia, Pediatria, Neurocirurgia, Ginecologia e Obstetrícia.

Um acordo com um hospital do nordeste transmontano vai possibilitar o envio rotativo de equipas formadas por dois ortopedistas e um anestesista, garantindo o atendimento a monotraumas na região, com consultas nos hospitais de Faro e Portimão e cirurgia ortopédica apenas em Faro.

O perigo de mal-estar entre médicos que já estão a trabalhar na região e os que aceitem ir, com melhores condições, devido à criação de medidas de discriminação positiva para atrair clínicos, não é motivo de preocupação para Moura Reis.

"Os que chegam podem estar em situações discriminatórias positivas melhores do que os que cá estão, mas é por um período de tempo. Não é permanente", observou.

Moura Reis espera também que o total preenchimento de vagas noutros pontos do país ajude os médicos a escolher o sul para trabalhar, à semelhança do que já ocorre com os enfermeiros e técnicos de saúde.

"No concurso de 30 médicos de Medicina Geral e Familiar, temos 10 [algarvios] a concorrer, 20 terão de vir de outros lados", referiu.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Morre no Hospital de Portimão depois de cirurgia

Um idoso internado no Hospital de Portimão morreu um dia depois de ter sido sujeito a uma cirurgia e após duas semanas à espera da realização de uma colonoscopia. A denúncia foi feita por deputados do Bloco de Esquerda (BE), que pediram esclarecimentos ao Ministério da Saúde.
Fotografia de Pedro Noel da Luz

O doente, que não foi identificado por questões de privacidade, deu entrada na Urgência do Hospital de Portimão no dia 28 de Dezembro do ano passado, com fortes dores abdominais. Foi triado com a pulseira laranja, por ser considerada uma situação muito urgente, mas recebeu alta no mesmo dia.

A família pressionou os médicos e o utente foi colocado nos cuidados intermédios das Urgências durante dois dias, para ser observado por um gastrenterologista. Acabou por ser "contagiado com uma bactéria resistente".

Segundo o deputado Moisés Ferreira, o homem "esperou duas semanas pela realização de uma colonoscopia, por falta de gastrenterologia nas Urgências", situação confirmada num relatório médico em que é referido que o utente estava "internado na medicina por falta de gastrenterologia no Algarve".

A situação clínica agravou-se e o doente acabou por ser operado de urgência no dia 19 de Janeiro, devido a uma "peritonite química, por perfuração de úlcera duodenal". Morreu no dia seguinte à intervenção cirúrgica.

O Correio da Manhã questionou o Centro Hospitalar do Algarve, que garantiu que o caso "será averiguado se a família do doente apresentar queixa".

FONTE: Correio da Manhã

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Isilda Gomes esteve em audiência com Ministro da Saúde

O Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, assumiu ontem, durante uma audiência solicitada pela presidente da Câmara Municipal de Portimão, Isilda Gomes, que está em curso uma «avaliação rigorosa e transparente sobre os constrangimentos, dificuldades e problemas que enfrenta o Serviço Nacional de Saúde no Algarve», incluindo nessa análise o próprio Centro Hospitalar do Algarve e que «só depois de terminada serão definidos caminhos para a organização do Serviço Nacional de Saúde na região» e fixado o modelo a seguir.
Isilda Gomes, presidente da Câmara Municipal de Portimão

Para a Câmara Municipal de Portimão importa que o Hospital do Barlavento volte a disponibilizar os serviços e a desempenhar o papel central nos cuidados de saúde junto das populações dos concelhos de Portimão e do Barlavento que vinha assegurando até Julho de 2013, data da criação do Centro Hospitalar do Algarve e do propositado esvaziamento de valências e especialidades ocorrido nos hospitais de Portimão e Lagos.
Adalberto Campos Fernandes, Ministro da Saúde

Neste encontro, em que participaram ainda os deputados socialistas, António Eusébio, presidente do PS Algarve e Luís Graça, deputado na Comissão Parlamentar de Saúde, o Ministério da Saúde assumiu ainda que o Algarve é uma «prioridade política para o Governo» e que brevemente entrará em funções uma nova equipa para dirigir o Centro Hospitalar do Algarve, para que se ultrapasse esta fase difícil nos cuidados de saúde na região e de conflitualidade permanente com os profissionais de saúde.

Importa, em face da reunião com o Ministro da Saúde, refutar todas as especulações que nos últimos dias foram intencionalmente colocadas a circular com o objectivo claro de incendiar a região e destruir o que por falta de tempo não conseguiram em três anos destruir.

A Presidente da Câmara Municipal de Portimão está, como sempre, na primeira linha da defesa da qualidade dos cuidados de saúde, exigindo hoje como ontem, a garantia de acessibilidade das populações aos serviços médicos e hospitalares.

sábado, 23 de janeiro de 2016

Taxas moderadoras baixam 50 cêntimos nos centros de saúde e dois euros nas urgências

As taxas moderadoras vão baixar 50 cêntimos nos centros de saúde e dois euros nas urgências. Os valores da redução representam 20 a 25 por cento do valor total das taxas moderadoras.

Informação avançada pelo Ministério da Saúde, que garante que este ano os portugueses vão assim pagar menos 35 a 40 milhões de euros em taxas.

Também as consultas no médico de família e da especialidade vão ser mais baratas. Passam para quatro euros e meio no médico de família e para sete euros nas consultas com médicos especialistas, sendo que a tutela pretende ainda isentar os exames de diagnóstico realizados nos hospitais de dia.

Medidas que entram em vigor em Abril e isentam de taxas também os dadores de sangue e os bombeiros.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

“Não existe nenhum surto de tuberculose” em Portimão, garante delegada regional de saúde

A delegada regional de Saúde Pública do Algarve esclarece que “não existe nenhum surto de tuberculose nem qualquer ameaça de saúde pública, quer para os profissionais de saúde do hospital de Portimão quer para a população em geral”.

Este esclarecimento surge na sequência de uma notícia veiculada pela agência Lusa e replicada posteriormente em diversos órgãos de comunicação social, onde o presidente do Conselho Nacional de Enfermagem da Ordem dos Enfermeiros, José Carlos Gomes, denuncia que “10% dos enfermeiros do hospital de Portimão têm tuberculose”.

“Existe apenas um caso confirmado e declarado no SINAVE (Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica) de Tuberculose Pulmonar, diagnosticada em maio de 2015, já em tratamento. Existe um segundo caso, ainda não confirmado analiticamente, mas também já em tratamento preventivo”, responde a Administração Regional de Saúde (ARS) no mesmo comunicado.

Os responsáveis da ARS realçam que “nenhum destes casos reporta a Tuberculose Pulmonar Multirresistente, como é afirmado, erradamente, pelo Presidente do Conselho Nacional de Enfermagem da Ordem dos Enfermeiros, nas declarações à agência Lusa”.

“Os alegados casos, divulgados pela comunicação social no passado mês de agosto, são tuberculoses latentes. Apesar de fazerem tratamento profilático não são doentes, nem são, portanto, contabilizados em termos de incidência, pelo que a dimensão do problema não constitui uma ameaça à saúde pública”, sublinha a ARS do Algarve.

A ARS adianta ainda sobre estes casos que está a trabalhar em articulação com o Centro Hospitalar do Algarve (CHA), tendo “já efetuado o rastreio de todos os voluntários do Hospital de Portimão que fazem apoio no fornecimento das refeições, bem como outros apoios, na Unidade de Cuidados Intensivos, tendo em consideração que não são profissionais desta unidade de saúde, sendo que o serviço de Saúde Ocupacional do Centro Hospitalar do Algarve já rastreou todos os restantes profissionais”.

“Este tipo de afirmações, tal como o mesmo reconhece nas declarações à agência Lusa «sem confirmação» prévia junto das entidades competentes e responsáveis, apenas fomentam um desnecessário alarmismo social junto da população”, remata a ARS.

Entretanto, o CHA também já veio a público desmentir e repudiar as declarações de José Carlos Gomes e informou que dispõe de todas as condições para o tratamento dos doentes com tuberculose, nomeadamente “três salas de pressões negativas, as únicas que são aptas para um efetivo isolamento para doentes respiratórios, sendo por isso completamente desnecessária e descabida a ideia de qualquer outra sala de isolamento na urgência”.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Enfermeiros do hospital de Portimão com tuberculose

O presidente do Conselho Nacional de Enfermagem da Ordem dos Enfermeiros (OE), José Carlos Gomes, denunciou esta quinta-feira à agência Lusa que 10% dos enfermeiros do serviço de urgência do hospital de Portimão têm tuberculose.

"Da informação que recolhi e é segura, embora careça de confirmação, estamos a falar de 10% dos enfermeiros do serviço de urgência" que contraíram tuberculose devido à "falta de uma unidade de isolamento".

Segundo o enfermeiro, esta é uma situação preocupante, pelo que sublinha "a necessidade de algum investimento no sentido de criar unidades de isolamento, que pudessem proteger não só os profissionais de saúde, mas também os outros utentes".

sábado, 24 de outubro de 2015

Caminhada solidária resulta em donativo de cadeiras de rodas ao Hospital de Portimão

Uma caminhada solidária com paragem em todos os bares do percurso de cerca de 4 km entre a Arrifana e o Vale da Telha, no concelho de Aljezur, resultou na angariação de 3000 euros, valor convertido em equipamento doado ao Hospital de Portimão, como cadeiras de rodas.

Organizada por Cath Baker, Brian Jutsum e Steve Scott, a iniciativa consistiu numa caminhada na qual todos os participantes compareceram mascarados e percorreram os bares do percurso, com o intuito de angariar fundos para a compra de cadeiras de rodas e outro material destinado a ser oferecido à Unidade Hospitalar de Portimão do Centro Hospitalar do Algarve.

Aos fundos angariados nesta iniciativa, acresceram alguns donativos de patrocinadores e de particulares que se converteram em 26 cadeiras de rodas, um andarilho, 50 bolsas para terapia térmica e uma máquina fotográfica digital.

A benemérita oferta foi recebida na quinta-feira, 22, por Luísa Arez, adjunta da direção clínica, e pelo enfermeiro Arsénio Gregório, em representação da direção de Enfermagem.

Os organizadores tiveram oportunidade de entregar os equipamentos diretamente aos representantes dos serviços aos quais se destinavam: serviço de Ortopedia – dez cadeiras de rodas, um andarilho e 30 bolsas de gel; Hospital de Dia de Oncologia – quatro cadeiras de rodas, 20 bolsas de gel e uma máquina fotográfica digital; Urgência Geral – seis cadeiras de Rodas; Consulta Externa – seis cadeiras de rodas.

Os equipamentos foram adquiridos no Reino Unido e trazidos para Aljezur pela empresa Algarve Removals, que contribuiu nesta iniciativa com o transporte a título gratuito, permitindo assim uma poupança que se concretizará em mais material a ser doado à Unidade Hospitalar de Portimão.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Workshop «Contraceção de Longa Duração» em Portimão

O serviço de Ginecologia/Obstetrícia da unidade de Portimão do Centro Hospitalar do Algarve (CHAlgarve) vai promover na sexta-feira, 2 de outubro, um workshop sobre «Contraceção de Longa Duração», dirigido aos médicos de família do ACES do Barlavento.

A sessão formativa, marcada para o auditório do hospital de Portimão, com arranque às 9:00 horas, abordará dois tipos de contracetivos hormonais de longa duração: os implantes cutâneos e os sistemas intrauterinos (SIU).

“Atualmente a colocação destes contracetivos é feita maioritariamente no Hospital e o que pretendemos é dotar os médicos de medicina geral e familiar de capacidade técnica para poderem dar resposta a estas situações, libertando as consultas hospitalares da especialidade para outros casos mais diferenciados”, destaca Fernando Guerreiro, diretor do Serviço de Ginecologia/Obstetrícia da Unidade de Portimão, realçando a importância da articulação entre as especialidades hospitalares e os cuidados de saúde primários.

O workshop decorrerá dividido em duas partes, uma teórica onde serão apresentados os contracetivos e as respetivas indicações clínicas, e outra parte prática onde os formandos poderão treinar a colocação dos implantes subcutâneos e dos SIU em simuladores e em utentes do CHAlgarve (no caso dos SIU), acompanhados pelos especialistas sénior da equipa do Serviço de Ginecologia/Obstetrícia.

sábado, 22 de agosto de 2015

Antiga primeira-dama Maria José Ritta hospitalizada em Portimão

Maria José Ritta, mulher do antigo Presidente da República Jorge Sampaio, foi internada na quinta-feira no Hospital de Portimão devido a dores abdominais, tendo sido submetida a uma cirurgia de urgência no mesmo dia.

O Correio da Manhã avança este sábado no seu site que a antiga primeira-dama, de 73 anos, foi operada a uma oclusão intestinal grave. Fonte hospitalar indicou ao jornal que Maria José Ritta "está a ser devidamente acompanhada pelas equipas médicas" do Hospital de Portimão, zona onde está com José Sampaio a passar férias.

Por sua vez, fontes próximas da família da ex-primeira-dama garantiram à SIC que a “operação foi um sucesso”.

Maria José Ritta estava este sábado ainda a recuperar da cirurgia na unidade de cuidados intensivos, por precaução, indica ainda a SIC. Aguarda a transferência para a enfermaria do hospital.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Sindicato anuncia quatro novos casos de tuberculose latente no Hospital de Portimão

O Sindicato de Enfermeiros anunciou hoje a existência de mais quatro casos de tuberculose latente no hospital de Portimão e acusou o Centro Hospitalar do Algarve de não cumprir totalmente as regras de segurança no trabalho.

Segundo avançou à Lusa o dirigente da delegação de Faro do Sindicato de Enfermeiros, foi recentemente diagnosticada tuberculose latente a dois enfermeiros e dois assistentes operacionais, estando ainda em tratamento outros cinco profissionais de saúde cujo diagnóstico foi feito em Maio.

Nuno Manjua alertou para a necessidade de rastreios aos profissionais de saúde do Centro Hospitalar do Algarve e a contratação de um médico do trabalho, além da vigilância da saúde nos termos legais.

Por outro lado, o sindicato reivindica a contratação de mais enfermeiros, a existência de um quarto de isolamento que cumpra todos os requisitos e o internamento de doentes em condições condignas para prevenir infeções em contexto hospitalar.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Hospital de Portimão nega surto de tuberculose e exige pedido de desculpas

A administração do Centro Hospitalar do Algarve qualificou como "falsas e caluniosas" as denúncias do Sindicato dos Enfermeiros sobre um alegado surto de tuberculose no Hospital de Portimão e exigiu à estrutura sindical um pedido de desculpas.

O Centro Hospitalar do Algarve (CHA) emitiu um comunicado a negar as informações que têm vindo a público sobre a "existência de um surto de tuberculose na unidade de Portimão" e que "associam o risco dos trabalhadores ao encerramento de um quarto de pressão negativa, supostamente existente anteriormente no Serviço de Urgência do mencionado hospital".

"Tal notícia é falsa e caluniosa, tendo origem em reiteradas afirmações que, por ignorância ou má-fé, têm sido proferidas por um responsável local do SEP [Sindicato dos Enfermeiros Portugueses], o enfermeiro Nuno Manjua", garantiu a administração do centro hospitalar, numa referência ao coordenador da estrutura sindical no Algarve.

O CHA assegurou ainda que "não existe nem nunca existiu qualquer quarto de pressão negativa na unidade hospitalar de Portimão" e indicou que "possui três quartos de pressão negativa adequados ao internamento de doentes com patologia respiratória em fase contagiosa, todos na unidade de Faro".

A mesma fonte frisou que no Serviço de Urgência da unidade de Portimão "existia um quarto sem quaisquer condições, sem qualquer mecanismo de pressão negativa", uma vez que "a intenção da anterior administração para transformar" essa área e lhe dar as referidas condições "nunca foi concretizada".

"Por absoluta falta de condições, nomeadamente perigoso afastamento do núcleo central do Serviço de Urgência, nunca ou muito raramente este espaço terá servido para internamento de doentes, funcionando, na prática, como armazém de material clínico. Foi este espaço, inadequado à prática de medicina de qualidade, que a atual administração transformou numa excelente sala de triagem de enfermagem", referiu o CHA.

A administração do Centro Hospitalar, presidida por Pedro Nunes, considerou que "estes factos têm obrigatoriamente de ser do conhecimento do sindicato" e que "a deturpação sistemática e voluntária que o referido responsável sindical tem protagonizado só se pode entender como uma forma eticamente inqualificável de obter resultados políticos através do alarmismo e da mentira".

"Neste contexto, ao tempo em que perentoriamente se desmistificam as informações veiculadas, espera-se da direção do sindicato dos enfermeiros um formal pedido de desculpa", exigiu a administração do CHA.

Na sexta-feira, o ministro da Saúde, Paulo Macedo, já tinha negado a existência de um surto de tuberculose no Hospital de Portimão, sublinhando que apenas foram detetados dois casos em enfermeiros do serviço de urgência daquela unidade hospitalar.

"Há dois casos de tuberculose, um dos quais foi detetado num rastreio que foi feito. O que nos preocupa, obviamente, é que não haja casos adicionais e que estejam a ser devidamente tratados", disse.

Paulo Macedo afirmou ainda, à margem da cerimónia de reinauguração do serviço de cirurgia da Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA), que "o rastreio foi feito e as pessoas estão a ser tratadas".

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Hospital nega fecho de isolamento em Portimão após deteção de tuberculose em enfermeiros

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) relatou hoje, em comunicado, a existência de dois casos de tuberculose em enfermeiros da Urgência de Portimão, afirmando que os restantes 50 profissionais que compõem a equipa ainda não foram rastreados, informação refutada pela administração do CHA, que diz que o segundo caso foi detetado no âmbito desse rastreio.

Em comunicado, o CHA nega ainda a desativação de um quarto de isolamento em Portimão, depois de o SEP ter criticado a "destruição", durante obras, do "único" quarto de isolamento respiratório com pressão negativa que existia naquela urgência, o que alegadamente exigiria que o isolamento obrigatório dos doentes com tuberculose fosse feito apenas por "cortinas", no espaço de decisão clínica.

Segundo os enfermeiros, o primeiro dos casos de tuberculose a serem detetados aconteceu no final de maio, após sintomas manifestados por uma enfermeira, o que deu origem à obrigatoriedade de rastrear todos os outros profissionais.

"Confirma-se a necessidade de médico de trabalho e de rastreios anuais à tuberculose, em que se teria precocemente identificado a doença e evitado possíveis contágios", reclamam, afirmando temer que se repita o atraso de seis meses no tratamento aos afetados, situação que dizem ter acontecido noutro serviço da unidade de Portimão, no ano passado.

De acordo com o SEP, "os profissionais estão indignados por terem que esperar por autorização para prosseguir com os exames e por não terem ainda sido informados do resultado dos raio-x, alguns realizados há cerca de três semanas", e "não compreendem porque ainda não têm os resultados ao teste IGRA realizado há quase duas semanas", havendo "fortes probabilidades de existirem mais positivos".

O CHA confirmou a existência de dois casos de enfermeiros do Serviço de Urgência de Portimão diagnosticados com tuberculose, mas assegurou que "têm sido devidamente acompanhados pelo Serviço de Saúde Ocupacional do CHA", que desenvolveu "todos os protocolos de tratamento e monitorização, com planos terapêuticos e os meios complementares de diagnóstico adequados".

A administração do centro hospitalar lamenta que "situações passíveis de ocorrer em todos os hospitais do mundo possam ser utilizadas para o combate político" e sublinha que todas as profissões ligadas à saúde "estão sujeitas a um risco potencial acrescido" de contrair doenças.