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sábado, 19 de março de 2016

Aqui não há polícia, todos têm trabalho e o salário é bom

Discretamente erguida no centro de Andaluzia, a província mais a sul de Espanha, está uma cidade onde não existe nenhum polícia. Nem é preciso: Marinaleda não assiste a nenhum crime desde 1979.

Na verdade, houve um em Agosto do ano passado. O presidente da Câmara, Juan Manuel Sánchez Gordillo, presidente da Câmara de Marinadela desde 1979, organizou um protesto e assaltou supermercados. Depois entregou todos os artigos roubados à população pobre. Mas segundo ele, tal não passou de um “ato de desobediência não violento”.

Também não existem desempregados em Marinaleda. Aqui todos trabalham numa cooperativa agrícola e recebem um salário de 1200 euros mensais.

E ainda, ninguém perde a casa por culpa da crise. Gordillo tem a solução: todos têm autorização para construir um lar gratuitamente e a câmara oferece mesmo os materiais para a obra e entrega um subsídio de 195 euros por cada metro quadrado. Depois, são pagos quinze euros mensais até ao fim da vida. Não podem vender a casa para benefício próprio.

Esta descrição do que parece ser o paraíso democrático na terra é avançada pela Peaceful Warriors. Esta cidade que vive dos campos verdejantes e dourados cobertos por oliveiras e trigo. “Precisamos de repensar os nossos valores, o consumismo da sociedade, a importância que damos ao dinheiro, o egoísmo e o individualismo”, aconselha o presidente da Câmara.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Milhares de espanhóis param nas portagens para passar Páscoa no Algarve.


A Páscoa trouxe milhares de espanhóis ao Algarve para passarem férias, que depois de horas de viagem têm que esperar para entrar em Portugal, nas filas de automóveis que se formam para pagar as portagens eletrónicas.

A Lusa esteve junto à Ponte Internacional do Guadiana, que liga o Algarve à região espanhola da Andaluzia, e falou com alguns turistas que aguardavam na fila de automóveis, mas o sentimento de transtorno causado pela espera - junto aos terminais de pagamento para passar nas portagens eletrónicas da A22 (Via do Infante) - era superado pela perspetiva de uns dias de descanso.
Entre esses turistas estava um casal vindo de Rosales, perto de Sevilha, que disse à Lusa estar já há várias horas na estrada, com o objetivo de chegar a Portimão, ainda com 80 quilómetros pela frente, para passar uns dias de descanso e aproveitar o fim de semana prolongado da Páscoa.
"A verdade é que, já estamos há muito tempo na estrada", disse a mulher, enquanto o homem pedia para serem "melhoradas estas instalações [para cobrança de portagens eletrónicas], para não se formarem estas filas", contrapondo a situação que se vivia hoje na ponte, com dezenas de minutos de espera em filas, com as deslocações que habitualmente faz entre Sevilha e a Cádis, no sul de Espanha.
"Quando vamos a Cádis também passamos portagens e não ficamos nesta situação", disse.
Outra turista espanhola, que também esperava no carro com a família para chegar à zona de pagamento das portagens - onde estavam elementos da Estradas de Portugal a dar assistência e apoio aos visitantes que chegavam a Portugal -, disse à Lusa que o calor torna mais difícil a espera, mas a perspetiva dos dias de descanso que iria ter em Tavira ajuda a superar a situação.
"Já estamos há espera há um bocado, ainda para mais faz muito calor, mas com boa disposição ultrapassa-se a situação", disse a visitante espanhola, manifestando o desejo de chegar quanto antes a Tavira para deixar para trás o dia-a-dia "e ir à praia".
A Lusa falou também com Dani Tenez, que aguardava com a namorada e alguns amigos pela sua vez de fazer o pagamento e disse que o seu grupo tinha como destino Lagos, onde iria passar o fim de semana prolongado.
"Isto não é normal", disse, referindo-se às filas entre o parque de fronteira e o tabuleiro da ponte, mas mostrando-se também satisfeito por ter uns dias de férias no Algarve com os amigos até domingo.