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terça-feira, 22 de março de 2016

Anestesiologistas apresentam proposta para reduzir riscos em cirurgia de ambulatório em Portimão

Anestesiologistas portugueses vão apresentar uma proposta, para a redução de riscos de complicações durante a cirurgia e no pós-operatório, a idosos e obesos, em maio, em Portimão, informou a Associação Portuguesa de Cirurgia Ambulatória (APCA).
LEONEL DE CASTRO / GLOBAL IMAGENS / ARQUIVO

Esta proposta, destinada a todos os profissionais de saúde envolvidos em programas de cirurgia de ambulatório, decorre do crescente aumento da população idosa e obesa em Portugal, que obriga a cuidados especiais, nomeadamente no que à anestesia diz respeito", explicou Vicente Vieira, anestesiologista e membro da Direcção da APCA, em comunicado de imprensa, defendendo que "é necessário uma avaliação pré-operatória rigorosa dos doentes e a selecção da técnica anestésica mais segura para cada doente”.

A proposta resulta do trabalho de mais de 20 unidades hospitalares nacionais, e vai ser apresentada a 9 de maio, em Portimão, em local a definir.

Intitulada “Recomendações para a abordagem anestésica do doente idoso e obeso em cirurgia de ambulatório”, a proposta tem por objectivo que os profissionais de saúde dêem uma atenção especial aos pacientes obesos, por estes apresentarem “frequentemente outras patologias associadas, nomeadamente respiratórias, cardiovasculares e endócrino-metabólicas”, com riscos associados no pós-operatório.

Igualmente para os idosos, em que é necessário ter cautela relativamente ao seu ”histórico clínico de doenças cognitivas”, Vicente Vieira diz que é “fundamental a avaliação e optimização clínica de um vasto número de outras patologias”, para que o regresso do paciente a casa e a sua reabilitação seja rápido.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Morre no Hospital de Portimão depois de cirurgia

Um idoso internado no Hospital de Portimão morreu um dia depois de ter sido sujeito a uma cirurgia e após duas semanas à espera da realização de uma colonoscopia. A denúncia foi feita por deputados do Bloco de Esquerda (BE), que pediram esclarecimentos ao Ministério da Saúde.
Fotografia de Pedro Noel da Luz

O doente, que não foi identificado por questões de privacidade, deu entrada na Urgência do Hospital de Portimão no dia 28 de Dezembro do ano passado, com fortes dores abdominais. Foi triado com a pulseira laranja, por ser considerada uma situação muito urgente, mas recebeu alta no mesmo dia.

A família pressionou os médicos e o utente foi colocado nos cuidados intermédios das Urgências durante dois dias, para ser observado por um gastrenterologista. Acabou por ser "contagiado com uma bactéria resistente".

Segundo o deputado Moisés Ferreira, o homem "esperou duas semanas pela realização de uma colonoscopia, por falta de gastrenterologia nas Urgências", situação confirmada num relatório médico em que é referido que o utente estava "internado na medicina por falta de gastrenterologia no Algarve".

A situação clínica agravou-se e o doente acabou por ser operado de urgência no dia 19 de Janeiro, devido a uma "peritonite química, por perfuração de úlcera duodenal". Morreu no dia seguinte à intervenção cirúrgica.

O Correio da Manhã questionou o Centro Hospitalar do Algarve, que garantiu que o caso "será averiguado se a família do doente apresentar queixa".

FONTE: Correio da Manhã