O homem que na segunda-feira sequestrou três pessoas e feriu a tiro um polícia nas instalações da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Lagos, ficou em prisão preventiva.
De acordo com a oficial de relações públicas do comando da PSP de Faro, a subcomissária Maria do Céu Viola, o homem foi ouvido em primeiro interrogatório judicial no tribunal de Portimão, "tendo-lhe sido aplicada a prisão preventiva como medida de coacção".
O homem, desempregado, de 40 anos, armado com uma caçadeira de canos serrados, uma pistola de calibre 7.65 milímetros e um punhal de mato, barricou-se na passada segunda-feira, pelas 9h15, nas instalações da CPCJ, onde manteve três pessoas reféns durante cerca de oito horas, e acabou por se entregar às autoridades por volta das 18h.
Os primeiros elementos da esquadra da PSP de Lagos que acorreram ao local foram recebidos a tiro, tendo o disparo de caçadeira sido efectuado através do vidro, ferindo ligeiramente um polícia na cabeça. Os reféns, uma psicóloga e um professor, ambos funcionários da CPCJ, e um militar da Guarda Nacional Republicana saíram ilesos, desconhecendo o sequestrador a presença do militar, uma vez que este se encontrava à civil.
Ao longo do sequestro, o homem exigiu falar com os filhos menores, que lhe tinham sido retirados, no âmbito de um processo de violência doméstica e que estão inseridos no programa de protecção à vítima. As negociações da polícia duraram oito horas, "com muitos avanços e recuos, mas acabou por não ser necessária a utilização da força", referiu na altura o comandante distrital da PSP de Faro, o superintendente Viola da Silva, que comandou a operação policial.
Além das armas municiadas, o sequestrador tinha alegadamente na sua posse 29 cartuchos de calibre 12 (caçadeira) e 24 munições de 7.65 milímetros.
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sexta-feira, 9 de outubro de 2015
segunda-feira, 6 de abril de 2015
Quando poderá Sócrates sair da prisão?
José Sócrates foi detido preventivamente em novembro do ano passado e se até novembro de 2015 não for formulada uma acusação o ex-primeiro-ministro sairá em liberdade. Contudo, Sócrates poderá sair ainda antes.
A cada três meses são reavaliados os pressupostos para a prisão preventiva, nomeadamente o perigo de fuga do suspeito e a possibilidade da perturbação do inquérito a decorrer. Conforme aponta o jornal i, com o juiz Carlos Alexandre encarregue do caso, José Sócrates continua a ser um ex-primeiro-ministro, e por isso continua com altos contactos que tornam a sua fuga uma possibilidade. É assim improvável que seja concedida a libertação a Sócrates.
Contudo, ainda existe a possibilidade de a defesa de Sócrates encaminhar o caso para o Tribunal da Relação, onde outro juiz avaliará o processo. O caso de José Sócrates foi avaliado em fevereiro, sendo as suas próximas oportunidades em maio e agosto.
Caso venha a ser libertado em uma destas datas, o ex-primeiro-ministro pode então desempenhar um papel ativo na campanha eleitoral. Porém, na eventualidade de tal não se concretizar, e se a prisão preventiva cumprir um ano sem ser feita qualquer acusação, José Sócrates terá necessariamente de sair em liberdade em novembro.
Nesta data, o país já conhecerá o governo para os próximos anos, uma vez que as eleições legislativas terão lugar entre 15 de setembro e 15 de outubro.
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