sexta-feira, 18 de setembro de 2015
Municípios algarvios só vão acolher refugiados após decisão do Governo
O autarca afastou a hipótese de esta ajuda ser dada por manifestações de vontade de acolhimento isoladas dos municípios, por considerar que todo o apoio deve ser coordenado a nível central e que essas manifestações isoladas "deixam de ser solidariedade e passam a ser mais protagonismo para a comunicação social ver".
"Tavira faz parte, como os outros municípios, de um todo nacional e o que decidimos foi o seguinte: Há um Governo português que tem que definir qual é o contingente, há uma determinação da ANMP, que aguarda que o Governo português lhe diga quais são as condições e quantas pessoas são para se promover uma situação de absoluto controlo no caso de necessidade de virem refugiados, como virão", afirmou o autarca à Lusa.
Jorge Botelho frisou ainda que os "municípios estão obviamente disponíveis" para dar apoio a refugiados e que "Tavira está disponível para ajudar, mas não tem é nenhuma manifestação de princípio a dizer 'eu estou aqui'".
Jorge Botelho garantiu que "isso não vai acontecer" e o que se pode esperar é que "qualquer participação de Tavira seja integrada no esforço nacional e seja a pedido do Governo português".
"Aguardemos para ver o que vai acontecer, todos nós somos humanos e temos características de apoio humanitário, agora o que queremos é que as coisas sejam feitas de acordo com as regras internacionais e sejam com as regras aplicáveis ao estatuto daquelas pessoas", justificou.
O autarca considerou que "situações aleatórias, discricionárias, de 'eu quero um [refugiado], eu quero dois', não parecem ser a melhor prática", assim como "de repente acenar com um espaço e dizer 'venham para aqui'".
Como defendeu o responsável de Tavira, o "Governo português tem um papel importantíssimo na concertação com o comité dos refugiados", para depois ser feita a "interligação com as associações de municípios".
"Essa foi a posição unânime dos presidentes de câmara na última reunião da AMAL, que é a de não fazer declarações aleatórias de vontade sobre esta situação. Há o caso de Olhão, que veio 'a reboque' de uma posição da Cruz Vermelha da Fuzeta", referiu.
"Neste momento os municípios estão à espera que o Governo diga qual é a ideia, como é que se faz, qual é o estatuto e quais são as condições necessárias, para evitar haver tipo cogumelos a dizer 'eu estou aqui', porque isso assim deixa de ser solidariedade e passa a ser mais protagonismo para a comunicação social ver", opinou.
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
Câmara de Portimão mostra disponibilidade para acolher refugiados
A Câmara de Portimão aprovou hoje uma moção em que manifesta a sua solidariedade para com os refugiados e se mostra disponível para acolher alguns agregados de imigrantes no concelho.
Na moção, apresentada pelo Bloco de Esquerda e aprovada por unanimidade, o município declara a sua disponibilidade "para fazer parte da solução" e pede à Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) para que declare a região como solidária para os refugiados.
No texto, lê-se ainda que o município decide desta forma declarar Portimão "como uma cidade solidária com os refugiados, mostrando-se disponível para acolher alguns agregados de imigrantes, exprimindo assim o espírito generoso e solidário da população que representa, integrada numa estratégia concertada com outras instituições, incluindo o Governo".
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
Portugal vai acolher 3.074 refugiados
Entre os Estados-membros que menos pessoas receberão estão Malta (133), Chipre (274) e Estónia (373).
De acordo com os métodos de cálculo sugeridos por Bruxelas - que têm em conta a população, o Produto Interno Bruto, o número de refugiados já recebidos nos quatros anos anteriores e o desemprego - Portugal acolherá 3.074 refugiados.