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quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Estrada Nacional 124 com piso esburacado e falta de bermas sem prioridade para obras

Buracos, pontões estreitos onde não passam duas viaturas pesadas, falta de bermas e piso perigoso. São estas as condições da EN124, no troço entre Silves e a localidade de Porto de Lagos, no concelho de Portimão, que os automobilistas enfrentam todos os dias.


A manutenção está entregue à Infraestruturas de Portugal (IP), desde 2015, depois da renegociação do contrato de subconcessão com a Rotas do Algarve Litoral, que foi feito em regime de parceria público-privada em 2008, mas a empresa pública continua sem autorização para fazer intervenções.

Este troço de estrada tem sido palco de vários acidentes graves e é uma das vias do interior do Algarve com maior circulação rodoviária, nomeadamente turistas que visitam a cidade de Silves (o segundo local mais visitado do Algarve) e a serra de Monchique.

A Câmara de Silves tem feito várias diligências junto da IP e do Governo para alertar para a "urgência" em se realizarem obras. "Além dos muitos ofícios que já fizemos para a Infraestruturas de Portugal, até já falei pessoalmente com o ministro do Planeamento e das Infraestruturas para o sensibilizar para os perigos existentes nesta via", referiu Rosa Palma, presidente da Câmara de Silves, que considera a EN124 "a pior estrada do distrito de Faro".

Apesar dos muitos alertas, a intervenção não é considerada prioritária para a IP.

Questionada sobre os planos para requalificação da EN124, a Infraestruturas de Portugal esclareceu que "o contrato renegociado da subconcessão do Algarve Litoral ainda não se encontra em vigor, pelo que a IP está impedida legalmente de intervir".

(Fonte CM)

domingo, 27 de março de 2016

Utentes da EN124 protestam contra degradação da estrada

Em marcha lenta, cerca de 200 viaturas protestaram ontem contra o estado de degradação em que se encontra a EN124, entre Silves e o Porto de Lagos. A iniciativa, que começou pelas 15h50, em Silves, partiu de um grupo de cidadãos, autodenominado ‘Utentes da EN124’, que exige a requalificação da estrada - considerada uma das principais vias de comunicação entre o litoral e o interior do barlavento algarvio. No entender dos manifestantes, "a EN124 canaliza grande parte do fluxo turístico no triângulo Silves - Monchique - Portimão" e, com as obras em curso na EN125, tem sido "uma via alternativa".

"Com este protesto, pretendemos demonstrar o nosso descontentamento pelo mau estado de conservação da EN124 e chamar à responsabilidade a Infraestruturas de Portugal, entidade com competências na estrada, que carece de obras urgentes", explicou David Marques, um do promotores da marcha lenta, que foi acompanhada pela GNR de Silves ao longo do trajecto.

Além do péssimo estado do piso, que já tem dado "origem a avarias em viaturas", a estrada entre Silves e o Porto de Lagos "apresenta vários pontões em risco de ruína", frisou ainda David Marques. Um desses pontões impede mesmo a circulação naquele troço da EN124 a viaturas com um peso superior a 20 toneladas, sob pena de a estrutura poder ruir.

"Isto é uma vergonha que não pode continuar", sublinhou o mesmo membro dos ‘Utentes da EN124’, que defendeu a necessidade de a Associação de Municípios do Algarve - AMAL se manifestar também "junto do Governo no sentido de intervir com urgência junto de todas as entidades com responsabilidades na via", de forma a que se possa avançar com "um plano de requalificação e conservação da EN124".