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terça-feira, 19 de abril de 2016

Lisboa e Algarve com reforço de quadros médicos

As regiões de Lisboa e Vale do Tejo, com 175 vagas, e do Algarve, vão ter este ano um reforço de quadros médicos para reduzir os actuais 20% de utentes sem médico de família, anunciou a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT).

"Lisboa e Vale do Tejo e o Algarve são as regiões do país com menos médicos de família para a população que têm e, este ano, vão ser colocados novos especialistas de medicina familiar que vão respeitar essa necessidades, ou seja, irão mais médicos para essas regiões do que é habitual", disse Luís Pisco, vice presidente da (ARSLVT), à margem da apresentação do mapa de reorganização dos Cuidados de Saúde Primários nos concelhos de Abrantes e Sardoal, no distrito de Santarém.

O mesmo responsável referiu que este ano há "mais médicos a entrar do que a sair" dos sistemas de saúde, notando que a abertura de 175 vagas para Lisboa e Vale do Tejo e "mais vagas do que habitualmente" para a região do Algarve, "fará com que, provavelmente, haja mais médicos jovens a deslocar-se da região norte, onde só existe 2% da população sem médico de família, para se instalarem nas duas regiões mais carenciadas", com cerca de 20% de utentes a descoberto.

"A solidariedade nacional provavelmente irá manifestar-se desta vez, bastante, pois temos a expectativa de que os médicos venham para os locais onde existem mais vagas", observou, tendo exemplificado a colocação de médicos com a "regra de três simples: o ACES com menor necessidade, o oeste norte receberá cinco médicos, o ACES com maior necessidade, em Sintra, receberá 19 médicos".

Luís Pisco lembrou ainda que, "em 6 anos, saíram 830 médicos do sistema e só entraram cerca de 300", para de seguida dar "boas notícias", referindo que "este ano há mais médicos a entrar do que a sair", e que "72 novos médicos internos vão concluir a especialidade até ao verão", profissionais que, notou, "devem ter uma colocação mais rápida do que o habitual nas unidades de saúde familiar e centros de saúde".

O responsável da ARSLVT disse ainda ter a expectativa de que dentro de "dois a quatro anos, até 2020, para resolver o problema de forma mais global, e para sejam repostos os quadros médicos em falta" no país.

Luís Pisco presidiu à apresentação da reorganização dos Cuidados de Saúde Primários nos concelhos de Abrantes e Sardoal, dois municípios que confinam territorialmente na região do Médio Tejo, que apresentam uma taxa de envelhecimento populacional muito elevada, e onde o número de utentes sem médicos de família se cifra na ordem dos 40% e 50%, respectivamente.

O projecto, sem data definida para entrar em funcionamento, passa pela criação e articulação de uma Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) em Abrantes, a par de uma Unidade de Saúde Familiar (USF) e uma Unidade de Cuidados da Comunidade (UCC),e uma Unidade Cuidados Saúde Personalizados em Sardoal, em articulação com uma UCC denominada de "Abrantes e Sardoal", uma vez que trabalhará com quatro freguesias de cada um dos municípios.

O projecto, de base domiciliária e comunitária, assenta nos cuidados de saúde e apoio psicológico e social, é dirigida a pessoas de maior risco e vulnerabilidade, com dependência física ou funcional, e visa dar apoio aos mais idosos e aos que estão com mais dependências, com visitas de apoio domiciliário.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Hospitais árabes oferecem até 12 mil euros a médicos portugueses

Trata-se da segunda vez que este grupo de hospitais recruta médicos em Portugal, tendo da primeira sido escolhidos quatro profissionais portugueses.

Os médicos que este grupo procura têm de ter uma experiência mínima de três anos após a especialidade de neurocirurgia, pediatria, anestesiologia, medicina intensiva, urologia, otorrinolaringologia, oftalmologia, obstetrícia e ginecologia, cirurgia-geral, cardiologia e ortopedia.

O grupo está igualmente a recrutar médicos jovens e recém especialistas de dermatologia, radiologia, medicina intensiva, e medicina dentária.

O grupo oferece um salário livre de impostos - entre oito mil euros e 12 mil euros -, “alojamento para o agregado familiar, seguro de saúde familiar, até 44 dias de férias pagas, passagens aéreas e prémios”, segundo o anúncio, que consta do site da Ordem dos Médicos.