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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Utentes agendam concentração junto ao Hospital de Portimão

A Comissão de Utentes do Serviço Nacional de Saúde de Portimão agendou uma concentração, junto à unidade hospitalar, para o próximo dia 24 de fevereiro.
“Com a passagem da época de Inverno, o conjunto de problemas estruturais que se verificam no Hospital de Portimão, bem como, na rede de cuidados primários de saúde em toda a zona do Barlavento Algarvio agravaram-se”, lê-se em comunicado.

“Verifica-se a falta de resposta nas urgências, os atrasos nas consultas de inúmeras especialidades e nas cirurgias. Continuam as promessas de melhoria dos serviços, mas os utentes do Hospital reclamam a sua urgência”.

Os utentes referem ainda que “os esforços no sentido da contratação de médicos, enfermeiros e auxiliares, por parte do atual Governo são insuficientes, não apontam para uma opção sólida e consistente nos cuidados de saúde das populações. Por outro lado, prossegue uma política de favorecimento dos grupos privados de saúde que só sobrevivem à custa dos recursos públicos que são desviados do SNS”.

“A situação no Hospital de Portimão, para os profissionais que aí trabalham e utentes, são motivo de insatisfação e revolta.
Insatisfeitos com esta realidade, os utentes do Hospital de Portimão não desistem de uma luta que é justa e necessária e exigem do atual Governo as respostas que tardam. Neste sentido, no próximo dia 24 de Fevereiro, pelas 15 horas, realizar-se-á uma concentração em frente ao Hospital de Portimão para a qual se apela à participação dos utentes, profissionais de saúde e de toda a população do Barlavento, onde será exigido um urgente investimento no SNS capaz de dar resposta às necessidades da população. A saúde é um direito consagrado na Constituição da República Portuguesa, não é um negócio”.


(Fonte região-sul.pt)

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Utentes promovem concentração para 14 de Janeiro em frente ao Hospital de Portimão

A Comissão de Utentes do SNS de Portimão, denuncia que continua a evidente degradação dos serviços com que os utentes se defrontam diariamente no Hospital de Portimão.
 

O Hospital de Portimão deixou de ser um recurso confiável, para se tornar um motivo de preocupação e receio para os utentes que a ele recorrem. Há muito que vem sendo denunciada a falta de recursos materiais e humanos e é unânime a indignação dos profissionais que ali trabalham.

Só a enorme entrega e resistência dos profissionais tem evitado males maiores. Os utentes não esquecem a importância do afrontamento do anterior Governo que quase destruiu o SNS, mas a situação actual reclama respostas que tardam a ser tomadas.

Com o Inverno vem, o pico da gripe, um aumento do turismo nas Festas e continua o caos nas urgências do Hospital de Portimão.

A Comissão de Utentes do SNS de Portimão exige a imediata resolução dos problemas verificados, e afirma que tudo fará para que tal seja uma evidência efectiva.



A Comissão de Utentes do SNS de Portimão afirma que somente a luta dos profissionais e utentes ombro a ombro, poderá por cobro a situações tão trágicas e que põem em causa a vida e a integridade das pessoas, como as que se verificam no Hospital de Portimão. 

 
A Comissão de Utentes do SNS de Portimão reitera o seu compromisso de continuar a lutar com as populações e os profissionais, na defesa de um Serviço Nacional de Saúde eficiente, moderno, universal e gratuito.

A importância social e humana do Hospital de Portimão para o Concelho e para toda a região, merece que continuemos atentos e mobilizemos as populações e profissionais em sua defesa.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Lisboa e Algarve com reforço de quadros médicos

As regiões de Lisboa e Vale do Tejo, com 175 vagas, e do Algarve, vão ter este ano um reforço de quadros médicos para reduzir os actuais 20% de utentes sem médico de família, anunciou a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT).

"Lisboa e Vale do Tejo e o Algarve são as regiões do país com menos médicos de família para a população que têm e, este ano, vão ser colocados novos especialistas de medicina familiar que vão respeitar essa necessidades, ou seja, irão mais médicos para essas regiões do que é habitual", disse Luís Pisco, vice presidente da (ARSLVT), à margem da apresentação do mapa de reorganização dos Cuidados de Saúde Primários nos concelhos de Abrantes e Sardoal, no distrito de Santarém.

O mesmo responsável referiu que este ano há "mais médicos a entrar do que a sair" dos sistemas de saúde, notando que a abertura de 175 vagas para Lisboa e Vale do Tejo e "mais vagas do que habitualmente" para a região do Algarve, "fará com que, provavelmente, haja mais médicos jovens a deslocar-se da região norte, onde só existe 2% da população sem médico de família, para se instalarem nas duas regiões mais carenciadas", com cerca de 20% de utentes a descoberto.

"A solidariedade nacional provavelmente irá manifestar-se desta vez, bastante, pois temos a expectativa de que os médicos venham para os locais onde existem mais vagas", observou, tendo exemplificado a colocação de médicos com a "regra de três simples: o ACES com menor necessidade, o oeste norte receberá cinco médicos, o ACES com maior necessidade, em Sintra, receberá 19 médicos".

Luís Pisco lembrou ainda que, "em 6 anos, saíram 830 médicos do sistema e só entraram cerca de 300", para de seguida dar "boas notícias", referindo que "este ano há mais médicos a entrar do que a sair", e que "72 novos médicos internos vão concluir a especialidade até ao verão", profissionais que, notou, "devem ter uma colocação mais rápida do que o habitual nas unidades de saúde familiar e centros de saúde".

O responsável da ARSLVT disse ainda ter a expectativa de que dentro de "dois a quatro anos, até 2020, para resolver o problema de forma mais global, e para sejam repostos os quadros médicos em falta" no país.

Luís Pisco presidiu à apresentação da reorganização dos Cuidados de Saúde Primários nos concelhos de Abrantes e Sardoal, dois municípios que confinam territorialmente na região do Médio Tejo, que apresentam uma taxa de envelhecimento populacional muito elevada, e onde o número de utentes sem médicos de família se cifra na ordem dos 40% e 50%, respectivamente.

O projecto, sem data definida para entrar em funcionamento, passa pela criação e articulação de uma Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) em Abrantes, a par de uma Unidade de Saúde Familiar (USF) e uma Unidade de Cuidados da Comunidade (UCC),e uma Unidade Cuidados Saúde Personalizados em Sardoal, em articulação com uma UCC denominada de "Abrantes e Sardoal", uma vez que trabalhará com quatro freguesias de cada um dos municípios.

O projecto, de base domiciliária e comunitária, assenta nos cuidados de saúde e apoio psicológico e social, é dirigida a pessoas de maior risco e vulnerabilidade, com dependência física ou funcional, e visa dar apoio aos mais idosos e aos que estão com mais dependências, com visitas de apoio domiciliário.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Esta terça-feira há protesto na ponte do Guadiana contra as portagens

Os utentes da Via do Infante vão manifestar-se esta terça-feira junto à Ponte Internacional do Guadiana para assinalar o quarto ano da introdução de portagens na A22 e para exigir o seu fim.
A ação, organizada pela Comissão de Utentes da Via do Infante (CUVI), está marcada para as 10h00 e durante a mesma serão divulgadas novas ações de luta.
A CUVI considera que a formação do novo governo “abriu um novo ciclo de esperança no Algarve e por todo o país” e defende que “chegou a hora de acabar com as portagens no Algarve”.
Em comunicado enviado às redações, aquela comissão congratula-se com as mais recentes tomadas de posição na região a favor da abolição das portagens, nomeadamente a moção aprovada no dia 30 de novembro pela Assembleia Municipal de Lagos (apenas com um voto contra e uma abstenção) e a informação divulgada pelo Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda, que irá apresentar um Projeto de Lei na Assembleia da República.