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domingo, 7 de janeiro de 2018

Traje Tradicional do Algarve

As formas de trajar sempre tiveram uma importância vital na identificação social, cultural e profissional dos povos.


Antes de se chegar à “standartização” dos nossos dias, em que quase toda a gente veste o mesmo tipo de roupa, existia a possibilidade de se conhecerem inúmeras características de uma pessoa pelo traje que esta envergava.

Hoje em dia, embora essa possibilidade ainda se verifique em algumas situações, é muito mais difícil de se conseguir.

Nas classes mais endinheiradas havia grandes preocupações quanto à sumptuosidade e riqueza das roupas.


As várias modas que foram surgindo ao longo dos tempos, com maior ou menor ostentação e riqueza, mais ou menos vistosas, espelhavam, sobretudo nas classes altas, a própria evolução social e cultural. E sublinhavam também a maior (ou menor) abastança dos próprios países.

Por outro lado, há que levar em linha de conta a protecção do corpo contra as alterações climatéricas e ambientais. Terá sido mesmo essa a primeira preocupação do Homem quando começou a cobrir o seu corpo.


O típico traje algarvio tem as seguintes características:

MULHERES
- Saia comprida, de cor única e garrida, barra de fitas coloridas;
- Saiote branco, com rendas;
- Blusa às flores, mangas compridas, enfeitadas com rendas;
- Avental pequeno branco ou florido, com rendas;
- Meias altas brancas de linho rendadas;
- Botas de meio cano, de cor castanha;
- Na cabeça, lenço florido e chapéu de feltro de cor preta.

HOMENS
- Calça preta;
- Meias brancas;
- Botas de meio cano, pretas ou sapato preto;
- Camisa branca;
- Colete preto;
- Lenço vermelho ou outra cor ao pescoço;
- Cinta preta ou azul escuro;
- Na cabeça, chapéu de feltro de cor preta.



sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Obra põe a descoberto testemunho “valioso” do século XVI

Segundo nota da autarquia, considerando a localização do edifício, foram implementadas medidas de proteção ao património arqueológico e arquitetónico, que permitiram o registo de realidades associadas à ocupação da zona durante o século XVI.

A intervenção arqueológica, dirigida por Fernando Pereira dos Santos e Ana Bica Osório (Engobe, Arqueologia e Património Cultural, Lda.), possibilitou também a identificação de uma pequena porta da muralha (poterna), não registada em nenhuma da cartografia antiga conhecida.

O pano da muralha tardo-medieval de Vila Nova de Portimão, incluindo o caminho de ronda desta estrutura defensiva, irá ser incorporado no projeto, valorizando-o e permitindo aos utentes do espaço usufruir destes testemunhos da evolução da cidade de Portimão.

De referir também, que a fachada do novo edifício continuará a ser representante da arquitetura vernacular da Vila Nova de Portimão, uma vez que a sua reconstrução irá incorporar as cantarias originais e manter a mesma traça.

O processo de licenciamento e de acompanhamento da intervenção arqueológica contou com a participação do Sector do Património do Museu de Portimão e da Direcção Regional de Cultura do Algarve (DRCAlg).

Pano de Muralha colocado a descoberto:

A construção da referida muralha iniciou-se no século XV, em 1462, aparentemente sob as ordens de Afonso V, sendo continuada em 1476 pelo donatário escolhido pelo rei – Gonçalo Vaz de Castelo Branco. A muralha da Vila Nova de Portimão delimitava um polígono irregular com cerca de 6,5 hectares, estendendo-se desde o rio até ao interior.

A construção dos panos da muralha em “dentes de serra” assenta aparentemente no substrato rochoso, possuindo uma espessura média de 1, 60 m e uma altura original entre os 5 e os 6 m.

Desta forma, reforçada por baluartes e torreões, permitia uma vigilância eficaz. A vila intramuros cresceu a partir de três eixos: a Porta da Ribeira, a Porta da Serra e a Porta de S. João.

A partir do século XVII a Vila de Portimão iniciou a sua expansão extramuros, sendo a própria muralha integrada nas novas construções. No século seguinte a muralha já não cumpria a sua função defensiva.