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terça-feira, 6 de março de 2018

Taxa de ocupação por quarto nos hotéis do Algarve sobe para 49,5% em fevereiro

A taxa de ocupação por quarto nas unidades hoteleiras do Algarve subiu 1,4% em fevereiro, face ao mês homólogo de 2017, tendo-se situado nos 49,5%, revelou hoje a principal associação hoteleira da região.


A subida na taxa de ocupação traduziu-se num crescimento do volume de vendas de 9,1% durante o mês, face ao período homólogo, destacou a Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) no comunicado com os dados mensais recolhidos pelo seu gabinete de estudos.

A associação algarvia apontou os mercados turísticos que mais variações registaram, tendo o britânico sido o que mais se destacou pela negativa, com uma quebra de 24,2% relativamente ao mesmo mês do ano anterior.

Em sentido contrário, estiveram os mercados alemão e holandês, com subidas de 40,5 e 30,5%, respetivamente, adianta a associação, com sede em Albufeira, um dos 16 municípios do distrito de Faro.

A AHETA também avançou dados por zonas geográficas e atribuiu as maiores subidas a Carvoeiro/Armação de Pêra, com mais 7,0%, e Faro/Olhão, com mais 5,3%.

As principais descidas deram-se nas zonas geográficas de Portimão/Praia da Rocha (-9,7%) e Tavira (-2,2%).

"Em termos acumulados, nos últimos 12 meses, a taxa de ocupação quarto regista uma subida de 1,0%", revelou ainda a AHETA.

(Fonte Lusa)

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Algarve vai ter 23 novos hotéis em 2017

Ao todo são 23 os novos projectos hoteleiros previstos para o Algarve, 13 dos quais são construção nova e os restantes 10 fruto de intervenções de reabilitação. A este cenário juntam-se os dados da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) que confirma o bom momento turístico, e sobretudo hoteleiro, que a região atravessa.

A esmagadora maioria das unidades hoteleiras em pipeline correspondem a unidades de três estrelas ou a categorias inferiores. Apenas seis dos novos hotéis serão de quatro estrelas ou categoria superior e localizam-se na região do Algarve, dois situam-se em Lagos e os restantes em Lagoa, Loulé, Portimão e Silves.

Também é no Algarve que se localizam os projectos hoteleiros de maiores dimensões: em Portimão surge um empreendimento com cerca de 5.600 m2 e em Silves o projecto conta com 5.100 m2. Já os projectos de Lagoa e Loulé têm aproximadamente 4.000 m2 cada. Três destes hotéis resultam de construção nova e apenas um é fruto de obras de reabilitação.

Refira-se que estes dados foram avançados pela Confidencial Imobiliário e têm como base a análise dos pré-certificados energéticos emitidos pela ADENE, em 2015 e 2016.

Este cenário de investimento hoteleiro no Algarve vai ao encontro das notícias optimistas divulgadas pela AHETA que dão conta que a taxa de ocupação hoteleira média no Algarve, em 2016, registou um aumento na ordem dos 7% relativamente ao ano anterior e em que o mercado britânico promoveu o maior aumento ao nível do número de turistas.

De acordo com esta associação, no ano transacto, a taxa de ocupação média anual situou-se nos 64,4%, tendo o volume de negócios ascendido a 13,2%, tal revela “uma recuperação dos preços praticados, muito esmagados desde a crise internacional de 2008”.

Ao nível de alojamento, o Algarve recebeu 3,9 milhões de turistas, dos quais cerca de um milhão foram nacionais, e obteve mais de 19,5 milhões de dormidas. Estes valores sobem quando se tem em linha de conta todos os meios de alojamento, classificados e não classificados oficialmente, segundas residências, casas de familiares e amigos, chegando aos 6,8 milhões de turistas, perfazendo num total de 34 milhões de dormidas.

Em destaque estão os hotéis de quatro estrelas, os aldeamentos e os apartamentos turísticos de cinco e quatro estrelas, enquanto os hotéis de cinco estrelas mantiveram as taxas de ocupação. Já o RevPar (rendimento por quarto disponível ) melhorou 17,7% para 46,2 euros por dia, durante o ano de 2016, tendo as receitas directas resultantes da facturação com o alojamento ascendido a cerca de 670 milhões de euros em toda a região.

Em comunicado a AHETA refere igualmente que o mercado britânico continua a ser o maior emissor de turistas, registando um aumento de 14,7%. Foi verificado igualmente um aumento nos restantes mercados externos; mau grado, o número de turistas nacionais e espanhóis desceu de 9,5% e 10,4% respectivamente.

Para 2017, a associação avança que “as previsões apontam para um crescimento de 3,1% nas taxas de ocupação e de 6,1% no volume de negócios, uma consequência directa de um aumento médio dos preços em 3% por cento”. Assim, tudo indica que as empresas hoteleiras do Algarve atinjam este ano e “pela primeira vez desde o virar do século, taxas de ocupação por ano próximas dos 65%”.

sexta-feira, 25 de março de 2016

Portugueses e espanhóis animam Algarve durante as férias da Páscoa

Região não está esgotada, mas hotéis tiveram crescimento na ocupação de 5%. Nas ruas já se vive "ambiente de férias", embora as portagens tenham voltado a empatar espanhóis.

No Algarve já cheira a férias. Milhares de turistas - sobretudo nacionais e espanhóis mas também ingleses e holandeses -já enchem as ruas. Um aumento na procura que deixa os operadores turísticos satisfeitos. Ontem a única contrariedade sentida foram as longas filas para pagar portagem de quem entrava em Portugal pela ponte do Guadiana. Um problema que "tem de ser resolvido rapidamente", alerta o presidente Entidade Regional de Turismo do Algarve, Desidério Silva.

Numa época em que cresce a procura pelo Algarve era dispensável o entrave que as portagens ainda são para os turistas estrangeiros, acrescenta Elidérico Viegas, presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA). Até porque, ontem já bastava "andar na rua para se sentir que já é férias". "Já há uma ocupação bastante interessante e já há muita gente na rua", aponta Desidério Silva.

"O Algarve não está esgotado, mas temos uma ocupação acima da do ano passado, na ordem dos 5%", aponta Elidérico Viegas. Como a Páscoa é também o início da época turística e se registou "um aumento da procura interna e da externa", Desidério Silva está confiante "em grandes indicadores" para 2016.

O aumento de turistas no Algarve resulta também da maior instabilidade noutros destinos (norte de África, Turquia, Cabo Verde ou Brasil), quer devido a atentados terroristas, quer por causa do vírus Zika. Tradicionalmente estas férias são aproveitadas mais pelos portugueses para rumar a sul e apanhar os primeiros raios de sol - embora os próximos dias sejam nublados e com chuva (ver caixa).

O aumento do movimento nas estradas leva naturalmente ao aumento da vigilância por parte das autoridades. A GNR já lançou a Operação Páscoa 2016 que começou ontem e se estende até domingo. Os elementos da guarda presentes nas estradas vão sobretudo estar atentos ao excesso de velocidade, condução sob efeito de álcool e substâncias psicotrópicas e à incorrecta ou não utilização de cintos de segurança e cadeiras para transporte de crianças.

Espanhóis esperam em fila

A circular nas estradas portugueses vão estar também milhares de carros espanhóis, especialmente no Algarve. Ontem logo de manhã, as filas junto às portagens da A22 não davam descanso a um grupo de funcionários da Estradas de Portugal, auxiliados por elementos da Via Livre, e da GNR.

Os automobilistas, que vêm essencialmente do sul de Espanha, ao passarem a Ponte Internacional do Guadiana, deparam-se com duas opções: ou seguem em frente, ignorando os primeiros pórticos, ou encostam à direita para retirarem o título que permite uma identificação da matrícula da viatura enquanto circularem na Via do Infante. Mais tarde, essa informação vai permitir efectuar o pagamento do valor gasto em portagem.

Mas nem todos entendem o procedimento. José Pepe, que tinha como destino Albufeira, desabafava em voz alta: "Estou surpreendido com tanta gente aqui. Encaminharam-me para esta fila, porque quero pagar com dinheiro e agora não tenho outro remédio senão esperar pela minha vez", e acrescentava " o que se ouve falar em Espanha é que as portagens, em Portugal, são muito complicadas!". "Viemos para aqui por ser uma zona de praias e não sabíamos de tamanha confusão", lamentava.

Enquanto alguns grupos de jovens, em férias, antecipavam a festa dos próximos dias dentro dos carros, ignorando o transtorno das filas, outros começavam as férias com mau humor : "Nunca pensámos encontrar aqui tantos carros. Ainda chegámos a acreditar que se tratava de algum acidente. As fronteiras na União Europeia são abertas e isto é só para Portugal ganhar mais dinheiro". É para evitar a fuga dos turistas que Desidério Silva lembra ao governo que tem de resolver a situação.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Praia da Rocha esteve praticamente lotada em Agosto

A Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve indicou hoje que a taxa média de ocupação dos estabelecimentos hoteleiros do Algarve foi de 94,1% em Agosto, mês por excelência da procura turística do Sul de Portugal, atingindo os ‘picos’ de 97,2% na zona da Praia da Rocha (Portimão) e de 95,8% nos hotéis e aparthotéis de 4 estrelas.

A informação da AHETA indica ainda que relativamente a Agosto de 2014, cuja taxa foi revista para 92,4% (anteriormente 92,1%), o sector teve uma subida da taxa de ocupação em 1,8%, superando a média do mês por 2,4 pontos.
Para a subida, segundo a AHETA, os mercados emissores que mais contribuíram, registando as maiores subidas, foram o britânico e o irlandês.

A Associação indicou ainda que todas as categorias e zonas do Algarve registaram subidas de ocupação este Agosto e que em volume de negócios essa evolução traduziu-se num aumento em 3,7%.