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terça-feira, 2 de maio de 2017

Festival da Sardinha 2017

Entre 2 e 6 de agosto a sardinha volta a ter as honras da festa no Festival da Sardinha, numa organização da Câmara Municipal de Portimão.
Para os apreciadores da Sardinha, o Festival volta a apresenta-se com duas grandes chancelas: o “Aqui há Sardinha!”, insígnia que identifica os tradicionais restaurantes da Sardinha Assada aderentes e a “Sardinha & Companhia”, que pretende dar a conhecer as alternativas existentes na confeção da Sardinha.
Estes dois novos produtos do Festival resultam de uma parceria dos restaurantes tradicionais e estabelecimentos locais com o Município de Portimão e permitiu que a edição de 2016 do Festival contasse com o número recorde de 28 estabelecimentos aderentes.
Desta forma, para os apreciadores da suculenta Sardinha Assada, e sob o lema “Aqui há sardinha!”, quem visite o Festival entre 2 e 6 de agosto de 2017, poderá apreciar a bela da sardinha assada com a batata cozida e a tradicional salada à algarvia num dos restaurantes oficiais a anunciar.
Por sua vez, a “Sardinha & Companhia” voltará a proporcionar aos visitantes a oportunidade de degustar Sardinha das mais variadas formas: de escabeche, em filete ou de conserva, passando ainda pela doçaria, as saborosas alternativas poderão ser degustadas num dos estabelecimentos aderentes a anunciar.
A Sardinha no Pão manter-se-á e promete encher a zona ribeirinha de Portimão do mais tradicional e característico aroma da sardinha assada. Terá lugar, à semelhança dos anos anteiores, junto à antiga lota e vai ser confecionada e comercializada por associações locais a anunciar.
Para os que menos apreciem a sardinha assada, os petiscos regionais continuarão a ser uma opção na zona dos expositores.
Destaque para o excelente cartaz de artistas nacionais que todas as noites, pelas 22h00, sobem ao palco principal e que por si só são motivo para uma visita ao Festival:
Dia 2 de agosto – Aurea
Dia 3 de agosto – Reflect
Dia 4 de agosto – Atoa
Dia 5 de agosto – Cuca Roseta
Dia 6 de agosto – João Só
Haverá ainda "Música no Coreto", diariamente entre as 19h30 e as 21h30, a cargo da Junta de Freguesia de Portimão, com sonoridades várias que vão desde o Fado à Música Popular e Música dos anos 60, 70 e 80 e o artesanato terá igualmente presença obrigatória neste evento, contando com a participação de expositores que trazerão até Portimão o artesanato local, nacional e internacional, e ainda produtos do sector agro-alimentar e doçaria.
Marque já na sua agenda a visita a Portimão! 
A chegada ao Festival da Sardinha poderá ser feita de diversas formas. Quem se deslocar de carro, poderá estacionar no Largo do Dique (5 minutos a pé); nos parques cobertos na Alameda (10 minutos a pé) e no Largo 1º de Maio (5 minutos a pé), na zona “Entre Pontes” (2 minutos a pé) e no Parque de Feiras e Exposições (10 minutos a pé). O Vai e Vem - Circuito Urbano de Portimão - é outra das hipóteses para chegar ao Festival da Sardinha, para quem se desloca entre a Zona Ribeirinha e a Praia da Rocha, através da Linha nocturna 3N que assegura a ligação Largo do Dique/Fortaleza (Praia da Rocha).
O Festival da Sardinha terá lugar diariamente entre as 19h00 e as 01h00 e o acesso é livre.
O Festival da Sardinha é uma organização da Câmara Municipal de Portimão.
(Fonte: vivaportimao.pt)

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Portimão foi a lota da região onde foi descarregada a maior quantidade de sardinha

A frota da sardinha voltou ao mar no início do mês e, durante a primeira semana, foram vendidas nas lotas algarvias mais de 82 toneladas desta espécie. 
(Fotografia de Pedro Noel da Luz)

Os pescadores da região garantem que existe muita sardinha, mas há quem defenda que o limite de captura por barco devia ser reduzido para permitir que a quota não se esgote rapidamente.

Segundo dados da Docapesca, Portimão foi a lota da região onde foi descarregada a maior quantidade de sardinha (mais de 69 toneladas), no período de 2 a 6 deste mês. O preço médio por quilo cifrou-se nos 90 cêntimos. Quarteira foi a lota em que o valor alcançado foi mais alto (1,18 euros/quilo), mas a quantidade vendida não chegou às cinco toneladas.

Nesta altura, a sardinha ainda não está gorda, pelo que se destina sobretudo ao abastecimento de fábricas de conserva. O preço é, por isso, relativamente baixo. Nos últimos dias, a generalidade dos barcos tem ficado em terra, devido ao mau tempo. O Governo estabeleceu um limite de capturas por embarcação. As traineiras de maior dimensão (comprimento superior a 16 metros) podem trazer para terra até 3,75 toneladas.

Jorge Vairinhos, da Barlapescas, defende, no entanto, que a quantidade devia ser reduzida, "para esticar mais no tempo a quota disponível". Miguel Cardoso, da Olhãopesca, partilha da mesma opinião.

Nestes primeiros dias, os pescadores "observaram sardinha em abundância, nomeadamente juvenis", diz o dirigente da Olhãopesca, adiantando que "é bom sinal", pois indicia "a renovação dos stocks".

5ª Mostra Gastronómica da Sardinha da Praia da Rocha

Face à boa receptividade obtida nas edições anteriores, vários restaurantes localizados no passadiço da Praia da Rocha promovem de 27 de Maio a 5 de Junho, a 5ª Mostra Gastronómica da Sardinha, propondo diferentes formas de degustar este ex-libris da gastronomia local. Durante dez dias, o prazer da sardinha poderá ser diariamente saboreado entre as 12h00 e as 22h00.
A sardinha será saboreada a um preço especial e de variadas e surpreendentes formas de confecção, com excepção da tradicional sardinha assada, tendo os clientes a oportunidade de degustar as várias ofertas de petisco e de prato principal. Este evento é organizado pela ATP – Associação Turismo de Portimão e conta com o apoio da Câmara Municipal de Portimão.

Restaurantes aderentes: Restaurante Bar Atlântico; Restaurante Mar e Sol; O Bonezinho; Salsada do Zé; Restaurante Castelos.

FONTE: CMP

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Captura de sardinha proibida em Portimão a partir de amanhã

Esta noite, os 17 armadores ainda vão ao mar, mas esta sexta-feira ao meio-dia fica interdita a capura da sardinha e a respetiva venda na lota de Portimão.

Os armadores algarvios dizem que esta proibição pode implicar a dispensa de 200 pescadores.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Pescadores de sardinha de Portimão e Olhão revoltados por serem obrigados a parar

A quota da sardinha atribuída a Portugal está quase a ser atingida.

Os pescadores de Portimão e Olhão estão revoltados.

Apesar de haver ainda muita sardinha, podem ter de parar nos próximos dias.

domingo, 23 de agosto de 2015

Sardinha é dos peixes mais procurados no Algarve mas preço diminui consumo

A sardinha continua a ser um dos peixes mais procurados nos restaurantes da especialidade em Portimão, mas a subida do preço tem provocado este ano uma diminuição do seu consumo, segundo empresários da restauração.

"Existe uma diminuição pela procura da sardinha assada, talvez devido a estar mais cara este ano", disse à agência Lusa Vítor Alves, proprietário do restaurante A Ravessa, um dos mais antigos da zona ribeirinha de Portimão, que tem a tradição de servir este prato.

Segundo Vítor Alves, "o preço elevado pago ao fornecedor tem reflexos no preço final cobrado ao cliente, o que faz com que muitas pessoas optem por outros peixes".

"O consumo tem sido inferior a outros anos. As pessoas comem menos quantidade e há quem peça uma dose para duas pessoas", destacou.

O aumento do preço foi motivado pela diminuição da captura, imposta pela Comissão Europeia. Em 2014, uma dose de sardinhas (seis) servida com batatas cozidas e salada variava entre os cinco e os seis euros na maioria dos restaurantes de Portimão e este ano a mesma dose está a ser comercializada a sete euros.

De acordo com Vítor Alves, para compensar a quebra dos lucros "são introduzidos outros peixes, como a dourada e o robalo, espécies que se têm mantido com preços estáveis".

Outrora considerada ‘o peixe dos pobres’, a sardinha tem vindo a ser ao longo dos anos “mais procurada do que outros peixes”, segundo um funcionário de outro estabelecimento de restauração da zona, mas, na hora de escolher, "o preço tem sido apontado pela maioria das pessoas para optarem por outros pratos mais baratos".

"As pessoas, principalmente os portugueses, ao contrário dos estrangeiros, reclamam muito do preço, porque pensam que estamos a ter muito lucro, o que não é verdade", acentuou.

Carlos Costa, de férias em Portimão e um dos clientes apreciadores de sardinhas assadas, não esconde que o preço foi um dos motivos para dividir uma dose com a mulher.

"Adoramos sardinhas, mas o pouco dinheiro disponível para as férias obrigam-nos a alguma contenção nos gastos", frisou, acrescentando que, ainda assim, pelo seu sabor, a sardinha continua a ser um dos peixes preferidos no verão.

"No Algarve e em Portimão, cidade considerada como a capital da sardinha, não podíamos deixar de comer este peixe fresco, saboroso e que está maravilhoso", comentou.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Tony Carreira levou milhares ao delírio

A par da sardinha, que é a rainha, não falta animação nas noites quentes de festa. Ontem, primeiro dia do festival, houve muita gente que «Sonhou Contigo», uma das canções que Tony Carreira interpretou para os seus fãs, ele que foi o herói da noite, juntando à volta dele milhares de admiradores que deliraram.

Hoje, no placo principal, é a vez de os Volume2ois subirem ao palco. Tiago Bettencourt animará o dia 14, Diogo Piçarra, a seguir, e António Zambujo, no dia 16, fecha o festival.

A animação não se fica por aqui. Os visitantes do certame poderão apreciar outros artistas no coreto, folclore, animação de rua, escalada, jogos tradicionais, lojas de artesanato e de doçaria regional.

Festival da Sardinha anima Portimão

Portimão é até domingo a capital da sardinha assada, com o Festival da Sardinha, evento que se realiza desde os anos 80, mas com interrupções pelo meio. Ao longo de cinco dias são esperados milhares de visitantes, para se deliciarem com uma bela sardinhada.

Alguns restaurantes da cidade aderiram ao evento com o prato «festival» que é composto por uma fatia de pão, quatro sardinhas, batata cozida e salada à algarvia, opção que custa 7 euros. Mas a sardinha assada também pode ser degustada na zona ribeirinha de Portimão, a partir das 19 horas, com entrada livre.

Além da sardinha também encontra o carapau, mas o visitante pode degustar outros produtos, dos enchidos ao porco alentejano na brasa, terminando o jantar com os doces regionais.

«A sardinha está uma delícia. Cada ano que passa está melhor. Não perco um festival, todos os anos estou presente, pois é uma festa que adoro, sempre acompanhado de família e amigos», contou Albertino Miranda, radicado em França.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

A sardinha sai à rua com um cartaz musical de excelência e acesso livre em Portimão

Entre 12 e 16 de Agosto, a sardinha volta a ter honras de festa no Festival da Sardinha, numa organização da Câmara Municipal de Portimão.

À semelhança da edição anterior, estará disponível o Prato “Festival” (€7,00) constituído por 1 fatia de pão, 4 sardinhas, batata cozida e salada à algarvia num dos 6 restaurantes aderentes: (À Ravessa, Zona Ribeirinha ”Entre Pontes”, nº 1 – Tel.: 282 413 667 / 936 433 885; Meco, Zona Ribeirinha ”Entre Pontes”, nº 2 – Tel.: 282 424 862 / 968 080 305; Peixarada, Largo da Barca, nº 10 – Tel.: 282 484 175; Forte e Feio, Largo da Barca, nº1 – Tel.: 282 413 809 / 966 030 957; Zizá, Rua Júdice Fialho, nº 18 – Tel.: 966 828 566 / 968 208 420; Retiro do Peixe Assado, Zona do Porto, Antiga Fábrica Feu – Tel.: 919 999 819).

A Sardinha no Pão promete encher a zona ribeirinha de Portimão do mais tradicional e característico aroma da sardinha assada e vai estar à venda nos pontos da GEJUPCE e do Boa Esperança junto à Antiga Lota. Para os que menos apreciarem a sardinha assada, os menus de petiscos regionais são uma opção.

Destaque para o excelente cartaz de artistas nacionais que, todas as noites, pelas 22h00, sobem ao palco e que por si só são motivo para uma visita ao Festival. Dia 12/08 – Tony Carreira (Festa Continente); Dia 13/08 – Volume2dois; Dia 14/08 – Tiago Bettencourt; Dia 15/08 – Diogo Piçarra; Dia 16/08 – António Zambujo.

Há Música no Coreto, diariamente, entre as 19h30 e as 21h30, a cargo da Junta de Freguesia de Portimão, com sonoridades várias que vão desde o Fado à Música Popular e Música anos 60, 70 e 80. A animação de rua também será uma constante no eixo da zona ribeirinha.

O artesanato tem uma presença obrigatória neste evento que conta com a participação de expositores, que representam artesanato local, nacional e internacional, para além de stands dedicados ao sector agro-alimentar e à doçaria, estará presente, no interior da Antiga Lota uma montra do que se faz e produz na região, onde será possível apreciar as sardinhas do projeto “CARDUME”, uma iniciativa da Galeria XXI.

A chegada ao Festival da Sardinha poderá ser feito de diversas formas. Quem se deslocar de carro, poderá estacionar no Largo do Dique (5 minutos a pé); nos parques cobertos na Alameda (10 minutos a pé) e no Largo 1º de Maio (5 minutos a pé), na zona “Entre Pontes” (2 minutos a pé) e no Parque de Feiras e Exposições (10 minutos a pé). O Vai e Vem – Circuito Urbano de Portimão – é outra das hipóteses para chegar ao Festival da Sardinha, para quem se desloca entre a Zona Ribeirinha e a Praia da Rocha, através da Linha nocturna 3N que assegura a ligação Largo do Dique/Fortaleza (Praia da Rocha).

O Festival da Sardinha começa pelas 19h00, do dia 12 de agosto, e encerra diariamente à 01h00. O acesso é livre.
Este evento é organizado pela Câmara Municipal de Portimão, e conta com o patrocínio do grupo NoSoloágua; Algareventos; Delta Cafés; Unicer/Super Bock; Dona Barca; Pastelaria Arade; Socialgar Seguros; a que se associam como parceiros a ATP – Associação Turismo de Portimão; o Turismo do Algarve, a Junta de Freguesia de Portimão; APS – Administração do Porto Sines; EMARP e a Associação de Bombeiros Voluntários de Portimão e tem como rádio oficial, Alvor FM.

Toda a programação do Festival da Sardinha pode ser consultada em www.festivaldasardinha.pt.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Festival da Sardinha em Portimão de 12 a 16 de Agosto

Entre 12 e 16 de Agosto, a sardinha é rainha! Da deliciosa sardinha assada aos mais variados momentos de música e animação, em Portimão, a diversão é para toda a família!

Diariamente, a animação será uma constante, com música no coreto, concertos com artistas nacionais, artesanato, doçaria, magia, folclore, e tantas outras propostas. Cinco dias de programação para todas as idades e gostos!

Tony Carreira, Volume2ois, Tiago Bettencourt, Diogo Piçarra e António Zambujo são os artistas convidados para animar as noites do Festival.

Este ano, o prato “festival” volta a marcar presença. Composto por uma fatia de pão, quatro sardinhas, batata cozida e salada à algarvia, ao longo dos cinco dias do evento a um preço especial €7,00 nos restaurantes aderentes: “À Ravessa”, “Meco”, “Peixarada”, “Forte e Feio”, “Zizá” e “Retiro do Peixe Assado”.

Mas há mais se quiser só deliciar-se com uma sardinha no pão, os grelhadores voltam a funcionar, e encher a zona ribeirinha do mais tradicional e característico aroma de sardinha assada. A sardinha no pão é junto à antiga lota, nos pontos de venda da GEJUPCE e Boa Esperança.

Noite após noite, entre as 19h30 e as 21h30, o Coreto (junto à Casa Inglesa) ganha vida com a animação musical e variedades que fazem parte desta grande festa!

As artes e os ofícios de outros tempos aguardam a curiosidade e interesse dos visitantes num espaço dedicado ao artesanato que junta os saberes locais, ao que melhor se faz a nível nacional. A doçaria regional também está presente com produtos tradicionais de qualidade, que fazem qualquer um cair em tentação!

Ao longo da Zona Ribeirinha de Portimão existem vários pólos de atracção para miúdos e graúdos durante estas 5 noites, dos divertimentos infantis à feira do livro, complementados com as propostas culturais da Casa Manuel Teixeira Gomes, do TEMPO – Teatro Municipal de Portimão e do Museu de Portimão.

domingo, 31 de maio de 2015

Portugal consome 13 sardinhas por segundo em Junho

A sardinha bem pode estar a desaparecer, mas ainda assim Portugal consome 13 delas por segundo em Junho, mês das festas dos santos populares. Esta é média dos últimos três anos, quando a pesca do peixe mais emblemático da costa portuguesa atingiu mínimos históricos.

Em 2012 e 2013, foram vendidas cerca de 2500 toneladas de sardinhas descarregadas nos portos nacionais em Junho, de acordo com dados da Docapesca, a empresa estatal que gere as lotas. Em 2014, o número caiu para 1952 toneladas.

Traduzidos em peixes, estes valores representam em média 35 milhões de sardinhas no mês dos santos, segundo cálculos do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), com base em amostras recolhidas nos portos.

É mais de um milhão de sardinhas por dia, 48 mil por hora ou 805 por minuto. Na prática, é como se em cada segundo fossem servidas duas doses de seis unidades, acrescidas de uma sardinha de brinde.

Podem parecer números astronómicos, mas na verdade nunca foram tão baixos. Em 2014, a pesca da sardinha atingiu o seu ponto mais fraco dos últimos 75 anos. Ao longo de todo o ano, os pescadores portugueses e espanhóis capturaram nas águas atlânticas da Península Ibérica apenas 28 mil toneladas. Há dez anos, as redes apanhavam em torno de 100 mil toneladas e há 30 anos, 200 mil.

Durante anos, ninguém imaginou que isto pudesse acontecer. E, ironicamente, o declínio mais acentuado coincidiu com um momento de certo júbilo, quando a pesca de cerco à sardinha em Portugal recebeu um selo internacional de actividade sustentável.  Em 2010, data da certificação atribuída pela Marine Stewardship Council, a frota portuguesa pescou 64 mil toneladas de sardinhas.

No ano seguinte, porém, o Conselho Internacional para a Exploração do Mar – uma organização intergovernamental que avalia periodicamente os recursos de pesca – alertou para a precária situação do stock ibérico de sardinha e sugeriu um corte radical nas capturas, para a metade.

O selo de sustentabilidade do MSC foi suspenso e em Portugal soaram todos os alarmes. Em 2012, o Governo determinou paragens obrigatórias das traineiras entre Janeiro e Abril e impôs limites de desembarques de sardinhas para resto do ano. Além disso, avançou com um plano de gestão, fixando uma regra para determinar quantos peixes poderiam ser capturados, em função do estado do stock.

Sob este controlo, a pesca da sardinha em Portugal caiu para 32 mil toneladas em 2012, 28 mil em 2013 e apenas 16 mil em 2014.

O que vem nas redes é um fraco termómetro para avaliar o que se passa com a sardinha. O que mais importa não são tanto os peixes adultos que são capturados, mas a quantidade de jovens, com menos de um ano, que está debaixo de água. São um indicador do sucesso ou insucesso da última época de reprodução, antecipando o que vai acontecer à concentração de sardinhas nos anos seguintes.

Nada deixa os investigadores do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) mais ansiosos do que um gráfico que mostra, ano a ano, esta evolução. Nele surgem alguns picos esporádicos, seguidos de alguns anos com níveis mais baixos. É um ciclo natural, que ocorre em intervalos de quatro a cinco anos. “Tem de haver esses picos de recrutamento, para a população se manter”, explica o biólogo Miguel Santos, do Departamento do Mar e dos Recursos Marinhos do IPMA.

Mas as coisas não estão a correr bem. Desde 1978, os picos têm sido progressivamente menores. E o último deles ocorreu em 2004. Já lá vai uma década sem a entrada de uma multidão expressiva de peixes juvenis no stock ibérico da sardinha, que por isso tem vindo a minguar. Por cada quatro sardinhas no mar em 2006, havia uma em 2012.

Há definitivamente algo de errado na reprodução da espécie, e os cientistas têm-se esforçado para explicar porquê. Há cerca de quinze anos, Miguel Santos e outros investigadores do IPMA identificaram uma relação entre ventos mais intensos na costa no Inverno e os baixos níveis de recrutamento observados também nos anos 1990. No Verão, a nortada é benéfica para a sardinha. Provoca um afloramento de águas frias e carregadas de nutrientes do fundo do mar e os peixes banqueteiam-se neste festim. Mas se ocorre no Inverno, coincide com a época de reprodução e acaba por dispersar os ovos e larvas, tornando mais difícil a sua sobrevivência.

Trabalhos mais recentes apontam outros factores. Um estudo de 2013, de investigadores do IPMA e da Universidade da Califórnia, sugere uma relação entre o declínio da sardinha e a abundância da cavala na costa portuguesa. Parte da explicação é ambiental e está relacionada com o aumento da temperatura do mar nas últimas décadas. Águas mais quentes não são boas para a reprodução da sardinha. Mas são mais atraentes para a cavala, uma espécie subtropical que está em expansão para norte.

Também há razões biológicas. As larvas e juvenis de ambas as espécies competem pelo zooplâncton, o seu alimento. E ambas predam-se mutuamente, com vantagem para a cavala, que, além dos ovos, alimenta-se também de juvenis de sardinhas. Outro detalhe: a sardinha tem comportamentos canibalísticos e come os seus próprios ovos no Inverno, quando há menos alimento disponível.

A pesca é o factor humano a pesar sobre essas flutuações naturais. Em momentos de baixo sucesso reprodutivo, capturas elevadas podem ser desastrosas. E foi isso o que aconteceu recentemente. “O declínio não começou com as pescas. Mas nos últimos anos pode ter havido potencialmente situações de excesso”, afirma a investigadora Alexandra Silva, também do IPMA.

Os números apontam neste sentido. A taxa de exploração da pesca da sardinha – ou seja, a proporção da biomassa existente que é capturada – subiu de 17% em 2006 para 44% em 2010 e permaneceu perto desse nível durante três anos, quando a quantidade de sardinhas no mar estava no seu valor mais baixo desde 1978.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Sardinha vai ao encontro de todas as bocas em Portimão

Cinco dos restaurantes localizados no passadiço da Praia da Rocha promovem, entre 22 a 31 de maio, a 4ª Mostra Gastronómica da Sardinha, propondo diferentes formas de degustar este ex-líbris da gastronomia local.

Durante dez dias, o prazer da sardinha poderá ser diariamente saboreado entre as 12h00 e as 22h00, a um preço especial e de variadas e surpreendentes formas de confeção, com exceção da tradicional sardinha assada, tendo os clientes a oportunidade de degustar as várias ofertas de petisco e de prato principal.

Participam neste evento, organizado pela ATP – Associação Turismo de Portimão, os restaurantes “Atlântico”, “Mar e Sol”, “O Bonezinho”, “Salsada do Zé” e “Castelos”, que diariamente apresentam três petiscos (a 2,90 euros cada) e três pratos principais (8,50 euros cada), nos quais a sardinha é rainha, sendo oferecido um digestivo aos clientes que perfaçam 10 euros de consumo mínimo.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

4ª Mostra Gastronómica da Sardinha da Praia da Rocha

Durante dez dias, de 22 a 31 de maio, o prazer da sardinha poderá ser diariamente saboreado entre as 12h00 e as 22h00, a um preço especial e de variadas e surpreendentes maneiras e confeções, à exceção da tradicional sardinha assada, tendo os clientes a oportunidade de degustar as várias ofertas de petisco e de prato principal.
Diariamente estão disponíveis para as visitantes 3 entradas e 3 partos principais, todos convencionados com o ex-libris da gastronomia portimonense: a SARDINHA.
Entradas 2,90€ | Pratos 8,50€ 
Oferta de digestivo para um consumo mínimo de 10€
Estabelecimentos aderentes
RESTAURANTE MAR E SOL 
Entradas 
Filete de sardinha com salada verde e laranja 
Brucheta de sardinha 
Salada de sardinha 
Pratos principais 
Sardinha com migas de tomate
Sardinha albardada com arroz de coentros 
Arroz de sardinha
RESTAURANTE CASTELOS 
Entradas 
Creme de sardinha 
Sardinha na broa 
Sardinhas Alimadas 
Pratos principais 
Sardinhas com molho á Castelos 
Arroz de sardinha da primavera 
Salada de feijão-frade com sardinhas 
                    
RESTAURANTE BAR ATLÂNTICO 
Entradas
 Maçarico à Atlântico
 Supremos de Sardinha com Salada Fresca
 Sopa de Sardinha 
Pratos 
 Xerém Algarvio de Sardinhas 
 Filetes de Sardinha com Arroz de Coentros 
 Pataniscas de Sardinha com Açorda
O BONEZINHO 
Entradas 
-Tosta de sardinha com tomate, Monzarela Oregon 
-Filetes de Sardinha aromatizados com hortelã 
-Sardinhas albardadas 
Pratos
Sardinhas com molho à espanhola acompanhadas de espetada de batatinhas assadas 
Sardinhas com molho de escabeche acompanhadas com migas de coentros 
Sardinhas escaladas com limão, Oregon, alho picado acompanhadas e ervas aromáticas com Arjamolho
SALSADA DO ZÉ  
Entradas 
Coconut de sardinha 
Sardinha Musical 
Tortilha de sardinha 
Pratos 
Ninho de Sardinha 
Salada de Sardinha 
Sardinha Macho