Francisco Monteiro tem15 anos, nasceu em Beja, mas desde recém-nascido que vive em Portimão. Está no 10.º ano de Ciências e prossegue os estudos de música e acordeão na Academia de Música de Lagos (polo de Portimão). Estuda vários estilos musicais mas do que mais gosta é de tango, jazz e também de algumas peças clássicas. Entre as aulas e a música, é praticante de taekwondo.
Com apenas 15 anos, Francisco Monteiro impressionou o júri e o público do programa “Got Talent Portugal”, da RTP1, com o seu virtuosismo no acordeão ao interpretar recentemente “Libertango”, uma peça de fôlego de Astor Piazzolla. Está na final, que vai disputar-se no próximo domingo, 12, e diz que vai dar tudo para ganhar. Só não desvenda o que vai tocar, mas garante que é algo de “ambicioso” e “trabalhado”.
Como teve o seu primeiro contacto com o acordeão?
Eu tinha de me inscrever numa escola de música e conheci o meu professor de acordeão, Gonçalo Pescada, nessa escola, a Academia de Música de Lagos. Comecei a frequentar música com 10 anos. O acordeão foi por acaso. Eu ia fazer a inscrição para o piano, apareceu o que é agora meu professor de acordeão a perguntar se eu e um amigo meu queríamos experimentar o acordeão. Eu disse que não estava muito interessado, que queria ir para o piano, mas o meu amigo quis experimentar. Então fomos os dois e eu acabei por gostar. E como o meu avô soube disso, comprou-me um acordeão e eu inscrevi-me.
O que é que tem de especial o acordeão em relação aos outros instrumentos?
É um instrumento de que gosto muito, tem um som muito bonito, e dá para tocar vários estilos. Dá para mudar a sonoridade e então dá para tocar tango, jazz, música clássica.
Como surgiu a oportunidade de participar no programa “Got Talent Portugal”?
Foi a minha avó que me inscreveu, ligou-me a dizer que me tinha inscrito e eu gostei da ideia. Não fiquei nada chateado, fiquei foi contente. Nem sabia que o programa existia cá em Portugal. E o meu professor tem-me preparado para o concurso e eu tenho gostado muito de estar a participar.
O que é que a experiência lhe trouxe até ao momento nestes mais de quatro meses?
Acho que me está a dar visibilidade, estou a mostrar o meu trabalho, e acho que isso me vai abrir muitas portas no mundo da música. Acho que cresci, aprende-se sempre no mundo da televisão, aprende-se a agradar o público. Estou mais atento à opinião do público, enquanto estou a tocar não me posso fechar no meu mundo, tenho que estar a olhar para o público e a interagir com o público, arranjar estratégias para cativá--lo. Aprendi a comunicar com o público.
A final do concurso televisivo vai ser no domingo, dia 12. Quais são as suas expetativas, tendo em conta os restantes concorrentes?
Somos três concorrentes, no acordeão, canto, malabarismo e magia/ilusionismo. A minha expetativa é tocar bem, dar o meu melhor e esperar que o público goste e que vote, se gostar. E ganhar – é o meu principal objetivo. Não posso desvendar por enquanto qual é a peça que vou tocar. Vai ser surpresa, o público vai saber no próprio dia, na gala. Mas pode dizer-se que é uma coisa mais ambiciosa e mais trabalhada também.
Quer vença quer não, quais as perspetivas para o futuro a seguir a este concurso?
Ter novas oportunidades para tocar em vários sítios, tanto em Portugal como no estrangeiro e também comprar um acordeão novo, porque acho que preciso para continuar este meu caminho. No futuro, eu gosto muito de tocar a solo mas também gostava de ter um quarteto ou um trio e andar pelo mundo inteiro a tocar.
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